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Grupo Indra bate recordes e atinge lucros de 278 milhões

Fabricar armamento está em alta: as receitas aumentaram 12% em 2024 em relação a 2023. O EBITDA e o EBIT registaram, respetivamente, aumentos de 22% e 26% face ao ano anterior, com uma melhoria de 1% em ambas as margens.
27 Fevereiro 2025, 11h33

O resultado líquido do grupo Indra – um dos principais nas área de defesa, aeroespacial e tecnologia – totalizou 278 milhões de euros (M€), aumentando 35% face a 2023. Em relação à dívida, o grupo fechou dezembro de 2024 com uma posição de caixa positiva de 86 M€, face à dívida líquida de 107 M€ registada em dezembro de 2023. As receitas aumentaram 12% em 2024 em relação a 2023. O EBITDA e o EBIT registaram, respetivamente, aumentos de 22% e 26% face ao ano anterior, com uma melhoria de 1% em ambas as margens, “graças à maior eficiência operacional e à alteração do mix de negócios”, segundo refere comunicado oficial. A Indra anunciou o pagamento de dividendos de 0,25 euros por ação, a pagar a 10 de julho de 2025.

Ángel Escribano, presidente executivo do Grupo Indra, manifestou, segundo o mesmo comunicado, a sua satisfação com os primeiros resultados financeiros que apresentou enquanto responsável da corporação: “A empresa conta com contas saudáveis ​​e um balanço de receitas positivo que nos permite progredir em crescimento e torná-la ainda mais ambiciosa. Desde que aqui cheguei, pude constatar que temos um talento tecnológico profissional inigualável e uma capacidade ilimitada para continuar a inovar e a crescer em todas as áreas em que a empresa opera”.

O CEO do Grupo Indra, José Vicente de los Mozos, declarou, citado pelo mesmo documento, que “2024 foi um ano excelente e muito estratégico para a empresa. Apresentámos o nosso Plano Estratégico Liderar o Futuro, com o qual inspirámos confiança no mercado, melhorámos os nossos processos e lançámos as bases para o nosso crescimento enquanto empresa espanhola líder em defesa, aeroespacial e tecnologias de informação. Não só atingimos as metas estabelecidas para o ano: o balanço também nos dá força financeira suficiente para expandir a nossa oferta, aumentar a nossa escala global e gerar alianças importantes em todo o mundo”.

A receita cresceu 12% em 2024, com todas as divisões a apresentarem crescimento (ATM cresceu 30%, Defesa 26% e Minsait 7%), exceto a Mobilidade (que caiu 1%). No quarto trimestre do ano, as receitas também aumentaram em todas as divisões (Defesa em 28%, ATM em 20% e Minsait em 7%), exceto Mobilidade (queda de 28%). As receitas orgânicas em 2024 (excluindo a contribuição inorgânica das aquisições e o efeito da taxa de câmbio) aumentaram 10%, com a ATM a aumentar 23%, a Defesa 23% e a Minsait 6%. Nos últimos três meses do ano, as receitas orgânicas aumentaram 7% (Defesa e ATM em 22%, respetivamente, e Minsait em 7%, com a Mobilidade a cair 28%).

As receitas por áreas geográficas também tiveram um crescimento notável na Europa (aumento de 18%, sendo que esta região representa 20% das vendas totais), Espanha (aumento de 16%, representando 51% das vendas totais) e Américas (aumento de 5%, 20% das vendas), enquanto as receitas caíram na AMEA, Ásia-Pacífico (queda de 6%, representando 9% das vendas). A entrada líquida de encomendas em 2024 aumentou 17%, com um forte aumento em todas as divisões e um forte crescimento em ATM, principalmente devido aos contratos no Canadá e na Colômbia, e defesa, devido aos contratos de radar na Polónia e no Vietname, especifica o comunicado.

No quarto trimestre, o grupo releva os seguintes acontecimentos: em outubro, a aquisição de 100% da MQA, empresa de soluções de gestão empresarial SAP na Colômbia e América Central, com uma grande carteira de clientes de primeira linha com um elevado grau de maturidade. “Com esta aquisição, a Minsait esforçar-se-á por alargar a sua gama de produtos digitais e negócios internacionais”. Ainda em outubro, no âmbito da implementação do Plano Estratégico Leading the Future, o Grupo chegou a acordo com os restantes acionistas da Tess Defense, empresa espanhola especializada na conceção e produção de veículos terrestres militares de última geração, com vista a aumentar a sua participação dos atuais 24,67% para 51,01%, pelo montante de 106,7 milhões de euros, distribuindo o restante capital social da seguinte forma: Santa Bárbara Sistemas, 16,33%; Escribano Mechanical & Engineering, S.L.: 16,33%, e SAPA Operaciones, S.L.: 16,33%.

Em novembro, foi aprovada a compra de 100% do capital social da Micro Nav, empresa líder em simuladores de tráfego aéreo e defesa aérea, e da Global ATS, empresa de serviços de formação em controlo de tráfego aéreo, um player de destaque no mercado do Reino Unido. Com esta operação, “a Indra irá posicionar-se para satisfazer a crescente procura deste tipo de soluções e serviços de formação em simulação e controlo de tráfego aéreo entre os seus clientes, reforçando não só a sua posição no Reino Unido, mas também no Médio Oriente e na Ásia-Pacífico”.

Em dezembro, a Indra e o EDGE Group assinaram uma joint-venture conhecida como PULSE para conceber e fabricar radares em Abu Dhabi. “O acordo está alinhado com o Plano Estratégico Liderar o Futuro e com a ambição da EDGE de expandir as capacidades soberanas impulsionando a inovação e a produção de alta tecnologia nos EAU”. Já este ano, celebrou um acordo com a Redeia Corporación, para adquirir 89,68% do capital da Hispasat, um operador e fornecedor de serviços de satélite, pelo montante de 725 milhões de euros.

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