O Abanca alcançou lucros de 670,4 milhões de euros nos primeiros nove meses, o que compara com os 988,1 milhões de euros nos nove meses de 2024. Isto é, os lucros caíram 32,1%. Excluindo a integração do EuroBic, os lucros teriam subido 5% num ano.
O banco espanhol que comprou em Portugal o EuroBic, destaca a rentabilidade de 15,1% no terceiro trimestre.
“O Abanca obteve, nos primeiros nove meses do ano, um lucro atribuído de 670,4 milhões de euros, com uma rentabilidade ROTE de 15,1%. O resultado alcançado baseia-se no crescimento eficiente do negócio e na boa gestão do balanço”, diz o banco que acrescentou que “aumentou o seu volume de negócios para mais de 134 mil milhões de euros”.
“O negócio demonstra robustez nos seus principais mercados, Espanha e Portugal, que continuam a oferecer perspetivas económicas favoráveis”, sublinha o banco liderado por Francisco Bota.
O banco diz que o resultado obtido entre janeiro e setembro “reflete, uma vez mais, a capacidade do Abanca para gerar resultados recorrentes de elevada qualidade”.
“A boa evolução do negócio com clientes permitiu um aumento de 1,5% da margem base”, refere o banco que acrescenta que “a obtenção de sinergias e as medidas de eficiência implementadas permitem conter os gastos de exploração, que têm vindo a diminuir trimestre após trimestre. O controlo dos gastos, aliado à solidez das receitas recorrentes, permitiu situar o rácio de eficiência em 51,4%, melhorando 54 p.b. no trimestre”.
O Abanca explica que mantém uma política rigorosa e prudente na constituição de provisões, apesar dos sólidos níveis de cobertura.
“Mantém-se a elevada qualidade do ativo, reduzindo a taxa de morosidade para 2,2% com uma cobertura de ativos duvidosos de 81,8%”, destaca o Abanca.
À semelhança dos trimestres anteriores, o Abanca continua a reduzir a morosidade e a manter elevados níveis de cobertura. “Os ativos duvidosos diminuíram 11,1% em termos homólogos, colocando a morosidade em 2,2% (2,2% em Espanha e 2,4% em Portugal). A taxa de cobertura destes ativos subiu para 81,8%, 8 p.p. acima da média do sistema”, refere o banco.
O custo do risco mantém-se controlado, em 0,20%, com um rácio de morosidade de 2,2% e uma taxa de cobertura de 81,8%.
O Abanca aumentou o seu volume de negócios para mais de 134 mil milhões de euros. “O negócio demonstra robustez nos seus principais mercados, Espanha e Portugal, que continuam a oferecer perspetivas económicas favoráveis”, reforça o banco espanhol.
As novas formalizações de crédito a particulares cresceram 52,6% em termos homólogos e quase duplicaram no segmento empresarial, permitindo que a quota de mercado em novas formalizações aumentasse 30 p.b. em Espanha e 114 p.b. em Portugal.
O volume de crédito a clientes em situação normal situou-se em 52.152 milhões de euros, com um aumento de 6,3% em termos homólogos.
O crédito a clientes está centrado no setor privado, tendo as empresas, com 45% do total, e os particulares, com 39%, como os seus destinatários principais.
Por sua vez, a captação de recursos de clientes cresceu 5,2% em termos homólogos (368 milhões de euros apenas no terceiro trimestre) e a quota de mercado em subscrições de fundos de investimento atinge 7% no acumulado do ano.
A captação de recursos de clientes alcançou um total de 81.758 milhões de euros, +5,2% face a setembro de 2024. Na estrutura de recursos de clientes do banco, 77% correspondem a saldos à ordem e a prazo, enquanto 23% a recursos fora de balanço.
“A entrada de novos clientes (mais de 88 mil em Espanha e mais de 30 mil em Portugal) traduziu-se num aumento de 1,5% nos depósitos de retalho. A carteira do Abanca apresenta um perfil nitidamente retalhista, 94% dos depósitos pertencem a famílias e empresas e 70% têm saldo inferior a 100 mil euros”, refere o banco em comunicado.
“O forte dinamismo dos recursos fora de balanço e dos seguros permite ao Abanca melhorar a qualidade das suas receitas”, sublinha o banco.
Após um crescimento homólogo de 20,1%, os recursos fora do balanço alcançaram 18.945 milhões de euros. Por seu lado, os prémios dos seguros gerais e de vida risco cresceram 14,6% no mesmo período, totalizando 634 milhões de euros, destacando-se decessos (+44%), vida risco (+20%), habitação (+13%) e empresas (+12%) a mostrarem as evoluções mais destacadas.
“Reforçando o seu posicionamento como entidade de dimensão ibérica, o Abanca mantém um forte ritmo de captação de novos clientes em toda a Península Ibérica. Portugal representa 16% do volume de negócios total”, refere.
No acumulado do ano foram registados mais de 118 mil novos clientes, mais 17% do que no mesmo período do ano passado, dos quais 70% provêm de zonas distintas da região de origem do Abanca.
Em termos de solvência, a combinação da sólida capacidade de geração de resultados com uma gestão prudente de dividendos levou à subida do rácio CET1 em mais de 50 p.b. no último ano.
A estrutura de financiamento mantém-se nitidamente retalhista com 86% dos depósitos são de retalho e o rácio LTD retalhista é de 83,6%. Em liquidez, o Abanca apresenta rácios de 142% em financiamento líquido estável (NSFR) e 201% em cobertura de liquidez (LCR).
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