A Mapfre Global Risks reuniu em Lisboa os grandes distribuidores do mercado de seguros para debater o futuro dos grandes riscos.
A incerteza geopolítica e novos riscos dominaram o debate realizado a 6 de novembro.
A sessão foi inaugurada por António Nogueira Leite, Presidente do Conselho de Administração da Mapfre, que disse que “a economia portuguesa, tal como a espanhola, está a crescer melhor que a média da União Europeia, e as perspetivas para o próximo ano são favoráveis”.
“Neste contexto, a Mapfre em Portugal está a ter um excelente desempenho, crescendo claramente acima do mercado, com uma contribuição muito significativa do ramo Vida”, afirmou Nogueira Leite, acrescentando que “este desempenho se reflete num resultado projetado de aproximadamente 11 milhões de euros para o final do ano, um valor que demonstra a solidez e o crescimento da operação em Portugal”.
No entanto, alertou para os desafios na Europa. “Vejo dois problemas complicados a situação política em França, com o seu défice orçamental, e a Alemanha, que enfrenta um enorme problema de concorrência e de escolhas políticas”.
“Precisamos que a Alemanha cresça, uma vez que quando não cresce, temos um problema na Zona Euro”, sublinhou o economista.
Seguiu-se a intervenção de Bosco Francoy, CEO da Mapfre Global Risks, que abordou as “tendências de mercado dos Grandes Riscos”, partilhando a visão global da seguradora sobre a evolução e os desafios deste segmento, marcado por uma transição para um ‘mercado soft’, com maior capacidade e concorrência.
“A pesquisa do Fórum Económico Mundial, que analisamos, é clara sobre o cenário de incerteza que vivemos. Para os próximos dois anos, a probabilidade de uma crise global é liderada pelo conflito armado entre países (23%) e por eventos climáticos extremos (14%). Riscos como a confrontação geoeconómica (8%) e a desinformação (7%) também são críticos. Estes são os desafios para os quais temos de estar preparados para gerir com soluções robustas”, destacou Bosco Francoy.
Adicionalmente, abordou um desafio interno da indústria. “Hoje, temos uma crise de talento. Não conseguimos atrair talento para a nossa indústria de uma forma fácil, porque temos de competir com outras atividades. É um risco que temos de gerir”, disse
Os principais brokers nacionais e internacionais a operar em Portugal juntaram-se no III Encontro Global Risks, evento que se realiza em Portugal a cada dois anos, e que tem como objetivo principal partilhar insights sobre as principais tendências e desafios do mercado, bem como apresentar as soluções inovadoras que a Mapfre oferece para grandes distribuidores e clientes neste segmento.
A agenda do evento apresentou uma perspetiva abrangente e especializada sobre os temas mais prementes.
Um dos pontos altos do evento foi a intervenção do historiador e politólogo António Costa Pinto, que fez uma análise sobre “O Regresso da Incerteza? Os desafios Globais da Europa”
O encerramento da sessão coube a Luis Anula, CEO da Mapfre Portugal, que destacou o compromisso da companhia com o mercado português e a sua capacidade de resposta aos desafios emergentes, salientando o valor do encontro.
“Hoje tivemos três perspetivas que se complementam: a de um historiador sobre o contexto geopolítico, a de um prestigiado economista sobre o enquadramento económico e a do nosso CEO da Global Risks sobre o mercado segurador”, disse.
Para finalizar, reforçou o compromisso da Mapfre com o mercado português.
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