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Forças Armadas preocupadas com saída de militares por causa dos fogos florestais

A sobrecarga horárira sem compensação está a povocar a saída de soldados especializados no combate aos incêndios. Em 2017, houve militares que estiveram dois meses sem conseguir ir a casa.
6 Março 2018, 08h53

As Forças Armadas estão preocupadas com a saída de militares treinados ou já com experiência no combate aos fogos do Exército, noticia o “Jornal de Notícias” esta terça-feira. Numa altura em que as missões internas e externas aumentam, o Exército revela dificuldade em segurar jovens nas fileiras.

Em 2017, aproximadamente 500 militares abandonaram o Exército, sendo que desse número entre duas a três centenas saíram devido à sobrecarga horária exigida pelo combate aos fogos, associada às necessidades operacionais e de treino e serviço nos quartéis.

O JN refere que “houve militares que estiveram dois meses sem conseguir ir a casa”.

Os números apresentados pelo jornal foram confirmados pelo Exército que aponta: “em 2016 saíram 430 e em 2015 saíram 650, pelo que a situação de 2017 não aparenta consubstanciar uma alteração significativa em relação aos anos anteriores”.

Em novembro de 2017, após os graves incêndios de Pedrógão e do mês de outubro, o Governo decidiu que as Forças Armadas teriam de se envolver mais no combate aos incêndios. No período de fogos do ano passado, só o Exército envolveu mais de três mil homens, quando inicialmente estavam previstos apenas dois mil.

Também o aumento de missões exteriores obrigam os militares a maior empenho. Só este ano, pelo menos 600 homens portugueses entram nas missões de apoio na República Centro-Africana e no Afeganistão, a partir de abril.

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