Fórum Banca 2018

Banqueiros acreditam que o setor é estável. Não deverá haver novos bancos

O sistema bancário em Portugal tem sido estável desde há duas décadas e a estrutura do mercado não deverá sofrer alterações. No entanto, banqueiros antevêem mudanças no modelo de negócio.

“Um banqueiro respeitável era aquele que assinava um crédito de 200 milhões com um aperto de mão”

Ganhar eficiência e transformar os bancos é o principal desafio na próxima década, acreditam os banqueiros portugueses presentes no Fórum Banca 2018. Evitar as “asneiras” do passado, investir na formação e na inovação são receita para a criação de valor.

Miguel Maya defende que a regulação deve ser aplicada no mercado onde o serviço é prestado

Miguel Maya (BCP), António Ramalho (Novo Banco), Paulo Macedo (CGD) e Licínio Pina (Crédito Agrícola) discutiram a evolução da supervisão e o futuro da banca. Os banqueiros elogiam a supervisão intrusiva mas apontam para os pontos “agridoce”.

Como é que os bancos chegam aos clientes do séc. XXI? Velocidade e experiência

“É a pergunta para um milhão de euros”, diz Vítor Pereira, do Bankinter Portugal. “Ninguém sabe claramente o que falta para a crescer no ecossistema de pagamentos”, refere João Dias, do Novo Banco. “O banco das 9:00 às 17:00 desapareceu”, frisa Carlos Albuquerque, administrador da Caixa.

Presidente da APB defende as mesmas regras para os bancos e para as ‘fintech’

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos reconheceu que as ‘fintech’ têm contribuído para a inovação do setor bancário. Defende, no entanto, que estas startups financeiras devem reger pelas mesmas regras que balizam a atividade dos bancos.

“Regresso aos fundamentos da banca implica análise de risco”, diz partner da PwC

O ‘partner’ da PwC refere que, nos últimos anos, se assistiu uma espécie de refinamento concetual do crédito malparado. “Os bancos estão focados em ajustar processos de escolha de dados, em analisar estimativas de impacto e na revisão de políticas”, disse, no Fórum Banca 2018, promovido pela consultora e pelo Jornal Económico.
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