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Relatório da EY à Caixa foi “insuficiente” e “descuidado”, afirma Eduardo Paz Ferreira

O ex-presidente da comissão de auditoria do banco público considera que a auditoria “não favorece a reconstituição dos factos e entra até numa contradição grave sobre a atuação dos órgãos de fiscalização”.

Comissão de inquérito à Caixa ouve hoje Eduardo Paz Ferreira

A nova comissão de inquérito à Caixa vai ouvir nesta quarta-feira, 3 de abril, o antigo presidente do conselho fiscal do banco. Eduardo Paz Ferreira incluiu nos seus pareceres alertas de risco de “fraudes e erros”, mas considera que não tiveram grande tradução de medidas, nomeadamente do Ministério das Finanças, para quem estes relatórios eram enviados.

CGD: Créditos para compra de ações? “Isso era uma doença”, diz antigo ROC

Antigo revisor de contas da CGD assegura que enviava relatórios às Finanças e BdP sobre análise de contas do banco público, onde constava informação sobre créditos para compra de acções que, diz Manuel de Oliveira Rego, “era uma doença” no banco público.

“Caixa deve ser do Estado, mas se for devidamente controlada”, defende antigo ROC

Manuel de Oliveira Rego defende que no período em que foi revisor oficial das contas da Caixa, entre 2000 e 2016, os representantes do acionista não acompanhavam devidamente a instituição financeira, sinalizando assim que todos os governos falharam no controlo banco público.

“Nunca fui contactado [pelo BdP]” após alertas de “situações de excepção”, diz ex-ROC da CGD

A nova comissão de inquérito à Caixa está a ouvir nesta terça-feira, 2 de abril, o antigo Revisor Oficial de Contas (ROC) do banco responsável pelos alertas para o risco de “fraudes e erros” e que foram ignorados pelo Banco de Portugal e pelo Ministério das Finanças. Manuel de Oliveira Rego diz que apesar de terem sido sinalizadas “situações de excepção” em relatórios enviados ao supervisor, nunca recebeu qualquer contacto por parte desta entidade.

“Fizemos o nosso trabalho. Aqui não há falhas de memórias”, diz antigo Revisor de Contas da CGD

A nova comissão de inquérito à Caixa está a ouvir nesta terça-feira, 2 de abril, o antigo Revisor Oficial de Contas (ROC) do banco responsável pelos alertas , em 2007, para o risco de “fraudes e erros” sem serem detectados devido a “limitações” no controlo interno em áreas como a concessão de crédito. Avisos perduraram durante sete anos e foram ignorados pelo Banco de Portugal e pelo Ministério das Finanças.
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