2017 será “ano de qualidade” para o vinho português, diz presidente do IVV

O calor e seca fizeram antecipar, como nunca, as vindimas. Apesar disso, o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão, reconhece a antecipa um ano de qualidade para o setor.

Ainda longe do fim, a época de vindimas está a correr de feição para os produtores portugueses, com Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) a declarar à TSF que os vinhos portugueses de 2017 serão de excelência. “Os vinhos brancos já estão colhidos e a qualidade é excelente. A produção é das melhores dos últimos anos. Quanto aos tintos ainda é cedo, mas tudo indica que também será um ano de qualidade”, fiz Falcão.

O Presidente do IVV fala num ano “anormal”, com mais qualidade e mais quantidade. No início do verão, o instituto estimava que a produção aumentasse na razão dos 10%, mas a seca pode alterar as expectativas, com Frederico Falcão a sublinhar que a singularidade de cada região contribuirá para as contas finais. “Na região centro, na Bairrada e no Dão, a estimativa é de um crescimento de entre 17 e 20% e achamos que se vai concretizar. No Alentejo, devido à seca, a produção deverá ficar abaixo das previsões”.

O ano fica ainda marcado pela antecipação das vindimas, algo de que Frederico Falcão não se lembra ter antes vivido. “As vindimas começaram muito mais cedo. Nesta altura todas as regiões do país estão a vindimar. Não me lembro de um ano assim. As vindimas começaram com duas a três semanas de antecedência”.

Para Falcão, a antecipação dependeu do calor: “A primavera foi muito quente, sobretudo o mês de maio. Depois veio o calor e a seca. O ciclo das plantas adiantou com estas condições”. Tal fez com que, em algumas regiões do país, as vindimas tivessem começado logo nos primeiros dias de agosto, o que leva o presidente do IVV a falar num “ano fora do normal” para o setor do vinho em Portugal.

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