80% dos investigadores não quer ser contratado como docente

A Rede de Investigadores contra a Precariedade Científica realizou um inquérito sobre as hipóteses de contratação aparentemente em cima da mesa. Os resultados apontam para a preferência clara pela investigação em detrimento da carreira docente.

Um inquérito aos bolseiros de pós-doutoramento da Universidade de Lisboa conclui que 80% das pessoas escolhem ser contratadas como aquilo que já são (investigadores) e apenas 20% escolhe o ingresso na carreira docente.

Apesar do incentivo da entrada imediata numa carreira, os inquiridos preferem continuar a fazer investigação do que “reconverter” a maior parte da sua atividade em docência. “Esta opção pela investigação explica-se principalmente por uma clara vocação profissional pessoal de cada pessoa e não por razões mais reativas como não gostar de dar aulas”, justifica a Rede de Investigadores contra a Precariedade Científica, em comunicado.

“Aliás, dentro destes 80%”, refere o documento, uma grande maioria dos inquiridos vê a docência como parte integrante da sua atividade, desde que em níveis que não ponham as tarefas científicas em risco.

Por último, vinca a Rede de Investigadores, “mostra a existência de um grupo de pessoas francamente motivadas para fazer investigação.”

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