A ameaça global que ninguém quer aceitar

Ao longo do último ano e meio assistimos à maior intervenção por parte dos Bancos Centrais na história: aquilo que poderia ter gerado o colapso total do sistema financeiro acabou por se revelar a maior e mais rápida recuperação desde sempre.

As economias tiveram de se endividar cegamente para evitarem males piores e para que a atividade económica se mantivesse relativamente estável durante os meses em que a maior parte dos países mundiais esteve confinada. No entanto, ainda não se percebeu quais foram as reais consequências socioeconómicas.

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Uma coisa é certa, nunca, como agora, os níveis das dívidas públicas estiveram tão elevados, sobretudo quando comparamos a dívida pública, em percentagem, do PIB.
Estes riscos não são recentes, mas os últimos tempos vieram agravar ainda mais esta situação. Os Estados Unidos, que são conhecidos por terem uma das maiores dívidas do mundo, têm, neste momento, a dívida a representar mais de 120% do PIB.

Fonte: visualcapitalist

Desafios do crescimento económico

Atualmente, passamos por uma fase de transição onde se tenta retomar a normalidade, com as economias a reabrirem de forma gradual. No entanto, com a pandemia ainda a assombrar vários países, nomeadamente no continente asiático, a recuperação económica pode ficar comprometida.

A falta de crescimento económico pode tornar-se catastrófica na gestão da dívida soberana, caso as taxas de juro se normalizem, uma vez que os juros se encontram em mínimos históricos. Um eventual aumento das taxas de juro continua a ser um fator de risco que poderá tornar esta situação insuportável se a recuperação económica ficar comprometida devido a novas medidas de restrições e confinamentos, como alguns países têm adotado, sobretudo na Ásia. Os receios em torno de uma nova vaga provocada pelas novas variantes do vírus em todo o mundo continua a ser uma possibilidade e provoca muitas incertezas sobre o futuro. Um passo em falso por parte dos decisores da política monetária pode comprometer todos os esforços feitos até agora. Acompanhe a evolução dos juros da dívida soberana através da nossa plataforma.

Por outro lado, a economia não pode estar dependente de estímulos para sempre, embora a única forma de tornar a dívida pública sustentável seja o crescimento económico. Não obstante, é importante notar que os responsáveis pelo crescimento económico são os cidadãos, a nível individual, e não o Estado ou outras entidades, pois é através do consumo que se consegue estimular a atividade económica.

Esteja a par da evolução dos principais indicadores económicos sobre as grandes economias.

Um dos maiores desafios económicos que os decisores políticos irão encarar nos próximos anos será a gestão da dívida pública, mas até que ponto é possível fazer a gestão de uma dívida que tem vindo a engordar há vários anos? E os investidores, como é que poderão posicionar-se nos mercados financeiros para evitarem estar expostos a este tipo de riscos?

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a XTB.

 

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