Premium“A Fidelidade passou a ser uma multinacional com entrada na América Latina”

A compra de 51% da peruana La Positiva é uma inflexão estratégica que vai obrigar a seguradora portuguesa a pensar de forma global, sublinha o CEO.

Líder de mercado e com pouco espaço de crescimento em Portugal, a Fidelidade virou a atenção para a América Latina e escolheu o Peru, onde concluiu a aquisição do controlo da La Positiva, por 93 milhões de euros. Jorge Magalhães Correia, CEO da seguradora portuguesa detida pela chinesa Fosun, explicou ao Jornal Económico, em Lima, o racional da operação, o apoio da Fosun e os planos de expansão na América Latina e outras regiões.

Qual é o racional desta compra? Portugal tornou-se um bocado ‘pequeno’ para a Fidelidade?

O nosso plano estratégico tem vindo a evoluir em determinadas áreas, mas na essência mantém-se inalterado desde 2014. Está assente em três pilares. Um é o mercado interno de inovação, porque na medida em que o estado social tem que recuar um pouco isso abre-nos campos novos como a educação, a saúde e as reformas. O segundo é o pilar internacional e o terceiro é o pilar financeiro, que tem a ver com o robustecimento de capitais. O pilar internacional porquê? Num mercado muito competitivo como é o português, é muito difícil sustentar crescimento numa empresa que tem mais de 30% de quota de mercado e é líder em todos os canais, em todos os ramos de negócio. O facto é que se tivéssemos uma área em que estivéssemos francamente abaixo do nosso standard, teríamos potencial de desenvolvimento, mas somos número um em todos os critérios.

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“Apoiados pelos nossos acionistas, em especial a Fosun, decidimos crescer fora das nossas fronteiras e desde o primeiro momento fixamo-nos nos países na America Latina, e em especial o Peru”, afirmou Jorge Magalhães Correia aos jornalistas, em Lima, após a conclusão da compra da posição maioritária na La Positiva por cerca de 93,5 milhões de euros.
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