Abandono escolar em mínimos históricos

A taxa de abandono precoce de educação e formação desceu para 11,8% em 2018. Há sete anos estava nos 23%.

O abandono escolar é um dos calcanhares de Aquiles do sistema de ensino e formação português. Em 2011, mais de um em cada cinco jovens abandonavam a escola antes de terminar os estudos. Nesse ano, a taxa de abandono situava-se nos 23%. Portugal, que se comprometeu a baixar para 10% o abandono precoce até 2020, estava 13 pontos percentuais acima do que deveria estar, sendo um dos países da União Europeia com pior desempenho neste indicador.

Os últimos anos têm sido de conquista. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quarta-feira dão conta de uma descida de 0,8 pontos percentuais no abandono escolar no espaço de um ano. Segundo o INE, a taxa de abandono, que em 2017 se fixou nos 12,6%, desceu para 11,8% em 2018, atingindo o valor mais baixo de sempre.

O abandono escolar tem consequências profundas ao nível do crescimento económico, da igualdade de oportunidades e da coesão social e territorial, o que compromete de forma indelével o desenvolvimento do país.

O Ministério da Educação, liderado por Tiago Brandão Rodrigues, congratula-se com a redução do abandono, que justifica com uma série de medidas que têm vindo a ser implementadas, entre as quais o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar e o “apoio tutorial específico para “alunos em situação de insucesso e em risco de abandono”. O comunicado enviado às redações refere, no entanto, que “enquanto houver jovens que abandonam a escolaridade obrigatória, este trabalho não está concluído”.

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