Abastece em Espanha? Gasóleo vai subir 3,8 cêntimos

Governo ressalva que 30% dos valores desta medida vão ser utilizados em 2020 para impulsionar medidas que fomentem a mobilidade

O governo espanhol aprovou esta sexta-feira o projeto de lei para o Orçamento Geral do Estado para 2019, no qual contempla o aumento do gasóleo em 3,8 cêntimos por litro para os consumidores privados.

A decisão de suprimir com a bonificação do diesel terá um impacto de três euros mensais para o consumidor médio, o que significará pagar até 36 euros por ano. “A medida não terá impacto no gasóleo profissional, incluindo os profissionais agrícolas” afirmou a ministra da agricultura espanhola, María Jesús Montero, ao mesmo tempo que dizia que a medida servirá para subsidiar políticas de mobilidade sustentável. Para evitar que o estado espanhol seja enganado, Montero disse que a Agência Tributária tem a capacidade de identificar quando se abastece de forma profissional ou pessoas.

A ministra da agricultura ressalvou que 30% dos valores desta medida vão ser utilizados em 2020 para impulsionar medidas que fomentem a mobilidade sustentável, algo que consideraram “fundamental” para a renovação da frota de automóveis espanhóis, e também irá servir para ajudar as empresas e melhorar a competitividade e ajudar a indústria a adaptar-se ao século em que nos encontramos.

Esta é uma decisão que pode ser encarada como negativa para alguns portugueses que vão muitas vezes abastecer a Espanha, pelo facto do valor dos combustíveis serem consideravelmente mais baixos do outro lado da fronteira de Portugal.

Recomendadas

“Queremos comida”, gritam centenas na cidade da Beira após ciclone que atingiu Moçambique

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país até hoje sem energia.

Presidente executivo do Novo Banco é ouvido hoje no Parlamento

O presidente executivo do Novo Banco é hoje ouvido na Assembleia de República, na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito do requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD.

Reforma da supervisão financeira: Banco de Portugal diz que causas de exoneração previstas “constituem um limite à independência”

O Banco de Portugal defende que os “membros do conselho de administração devem ser inamovíveis, como garantia contra influências externas sobre a sua capacidade de tomada de decisão”. O supervisor destaca que a “introdução de eventuais especificidades nacionais” na reforma da supervisão financeira “causa dúvidas interpretativas e de aplicação”, argumenta o Banco de Portugal, apontando que a “previsão expressa de causas de exoneração (…) vai ao arrepio da linha que tem sido seguida pelo BCE”.
Comentários