Abriram quase 38 mil empresas até outubro, mais 9% do que em 2017

Até ao final deste ano, o número de novas empresas constituídas num ano civil vai atingir um número recorde. A evolução positiva deste indicador tem sido suportado pelos serviços fortemente ligados ao turismo. Em contracico, também há mais encerramentos de entidades empresariais.

Até ao final de outubro deste ano foram constituídas 37.777 novas empresas em Portugal, segundo o barómetro da consultora Informa D&B. Comparando com igual período do ano anterior, a constituição de novas empresas no país subiu 9,4%. Em termos absolutos, foi nos serviços que nasceram mais empresas (12.259), seguindo-se a restauração (4.422) e o retalho (4.349).

Entre os vários setores de atividade em análise, o barómetro sublinha os setores ligados ao turismo que cresceram 17% e que deram “o maior contributo para as quase 38 mil empresas novas empresas já constituídas desde janeiro de 2018”. Dentro das empresas fortemente ligadas ao turismo, as que apresentaram maiores taxas de crescimento de novas empresas, destacam-se as que operam  nos serviços (9,2%), nas atividades imobiliárias (21,2%), na construção (19,9%), nos transportes (57,9%) e nas telecomunicações (17%).

Por geografias, entre janeiro e outubro de 2018, Lisboa e Porto foram os distritos com mais constituições de novas entidades empresariais, com uma taxa de crescimento de 13,4% e 13%, respetivamente, e representaram “mais de 60% do total do crescimento das constituições”. No distrito da capital constituíram-se 13.143 novas empresas e no Porto 6.814. No entanto, o barómetro refere que foi no distrito de Setúbal que se verificou o maior crescimento (19,5%), “suportado pelos serviços e transportes ligados ao turismo” , tendo registado 2.833 novas empresas.

Fecharam portas 14.322 entre janeiro e outubro

No entanto, os encerramentos das empresas também subiram no acumulado do ano até outubro face a igual período do ano anterior, com uma taxa de crescimento de 25,4%. “Este crescimento [do número de encerramentos empresariais] é transversal a todos os setores e distritos”, diz a Informa D&B, embora a maioria dos encerramentos (52%) tenham ocorrido no Porto e em Lisboa, com 850 e 653 unidades a fecharem portas, respetivamente Em termos absolutos, os serviços apresentaram o registo mais alto, com 3.235 novos encerramentos (+13,3%), seguindo-se o retalho, com 2.519 encerramentos (+21,2%).

Em relação aos processos de insolvência iniciados a partir de janeiro de 2018, o barómetro, que analisa apenas as insolvências de pessoas coletivas, revelou uma “tendência de descida e houve menos 227 novos processos iniciados”, o que representa uma descida e 10,1%, em termos homólogos. No entanto, “a descida [do número de insolvências] não é transversal a todos os setores”, sendo que a “grande maioria das novas insolvências se concentram nas indústrias transformadoras, retalho, serviços, construção e grossistas”. Foi em Lisboa que se registou a maior queda de novas insolvências (-136) e que representa “quase 60% da descida deste indicador no país”.

Quanto ao cumprimento dos prazos de pagamentos a fornecedores, no período em análise, apenas 14,5% das empresas pagava atempadamente e constitui o valor mais baixo desde 2007. “Esta descida é transversal a todas as regiões do país e setores de atividade”. O prazo médio de pagamentos fixou-se nos 26 dias.

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