Os mercados financeiros norte-americanos iniciaram a semana animados, numa altura em que as bolsas (inclusive as asiáticas e as europeias) reagem de forma positiva ao adiamento do aumento das taxas aduaneiras dos Estados Unidos sobre as importações chinesas.
Entre os três principais índices de Nova Iorque, o industrial Dow Jones soma 0,70%, para os 26.214,54 pontos, e acompanhando estes números em alta, o alargado S&P 500 avança 0,58%, para os 2.808,90 pontos. Quanto ao tecnológico Nasdaq, sobe 0,93%, para os 7.597,36 pontos. Também o Russell 2000 valoriza, 0,88%, para os 1.601,75 pontos.
O alargamento do período de tréguas vai ao encontro da visão do Bankinter sobre o desfecho deste tema: “as negociações que não iriam terminar com um só acordo «total», mas deveriam prolongar-se pelo menos até ao verão (ou durante o ano inteiro)”.
“A tendência continua a ser positiva. Caso os volumes de negociação aumentem ligeiramente, a subida das bolsas será mais fiável. Isto é algo que parece provável, embora continuemos a acreditar que o normal será que as bolsas comecem a estagnar à medida que nos aproximamos de maio”, referem os analistas do banco espanhol, num research de mercado publicado hoje.
….productive talks, I will be delaying the U.S. increase in tariffs now scheduled for March 1. Assuming both sides make additional progress, we will be planning a Summit for President Xi and myself, at Mar-a-Lago, to conclude an agreement. A very good weekend for U.S. & China!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 24, 2019
“Por outro lado, começa a surgir instabilidade quanto às relações entre os EUA e Europa. Os EUA ameaçam aumentar os impostos à importação do setor automóvel europeu e surgiram rumores que a Europa está a elaborar uma lista de bens para retaliar. Empresas como a Caterpillar, a Xerox e a Samsonite, são colocadas em xeque”, lembra Carla Maia, team leader e senior broker da XTB.
Quanto à cotação do barril de Brent, recua 1,78%, para 66,05 dólares, enquanto a cotação do crude WTI desce 1,80%, para 56,23 dólares por barril. Já no mercado cambial, nota para a apreciação de 0,13% do euro face ao dólar (1,1355) e para a valorização de 0,17% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,3074).

