Administração do grupo SAG recomenda aprovação da OPA lançada por Pereira Coutinho

“O Conselho de Administração recomenda aos senhores acionistas que aceitem a proposta de oferta que lhes é apresentada”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O Conselho de Administração do grupo automóvel SAG GEST recomendou aos acionistas, tendo em conta os interesses da sociedade e as contrapartidas oferecidas, que aceitem a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo empresário Pereira Coutinho, foi hoje anunciado.

“O Conselho de Administração recomenda aos senhores acionistas que aceitem a proposta de oferta que lhes é apresentada”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O relatório remetido ao mercado foi aprovado “por unanimidade” dos administradores que estiveram presentes na reunião em causa, sendo que João Pereira Coutinho, que também é o presidente do Conselho de Administração do grupo, optou por não participar na deliberação, atendendo “à sua qualidade de oferente”.

Em 30 de abril, o empresário anunciou a intenção de lançar uma OPA ao grupo SAG GEST – Soluções Automóveis Globais, sendo a contrapartida de 0,0615 euros por ação.

Segundo um comunicado divulgado na altura, o objetivo do oferente é o de “assegurar às subsidiárias da sociedade visada a continuidade da sua atividade por outra via e permitir aos acionistas venderem as suas participações na sociedade visada dado que esta deixará de operar no negócio do ramo automóvel – isto é, na principal atividade que desenvolveu desde a sua constituição”.

A intenção é “encontrar uma solução financeira para as empresas que permita garantir a continuação da atividade das subsidiárias operacionais e, mais importante, a manutenção dos mais de 650 postos de trabalho diretos”, conforme estipulado no anúncio preliminar da oferta, que não tem informações sobre qual o novo projeto para o grupo, que em Portugal comercializa as marcas Volkswagen, Audi e Škoda.

A recomendação hoje divulgada pondera assim as “eventuais implicações da OPA de ações da SAG GEST, nomeadamente no que respeita aos interesses da sociedade visada em geral, aos interesses de terceiros e credores e também contrapartidas oferecidas aos acionistas”, consideradas “aceitáveis”, tendo em conta que não existe “qualquer expectativa da existência de aumento de valor para os acionistas, nem de futura distribuição de dividendos”.

A administração do grupo automóvel indicou que o preço médio ponderado das ações transacionadas na bolsa de valores de Lisboa, entre 31 de outubro de 2018 e 30 de abril de 2019 (data da última sessão de mercado anterior ao anúncio preliminar), foi de cerca de 0,0614 euros, ou seja, “a contrapartida oferecida na oferta representa um prémio de 0,15% em relação ao preço médio ponderado das ações e um prémio de 7,89% face ao preço de fecho à data do anúncio preliminar”.

A contrapartida “oferecida é bastante superior ao valor patrimonial das ações”, apontou o Conselho de Administração.

Adicionalmente, a administração sublinhou que os objetivos apresentados por Pereira Coutinho estão “totalmente em linha com a reestruturação societária e financeira acordada”, que visa assegurar a continuidade e sustentabilidade das atividades do grupo.

O grupo automóvel SAG Gest teve prejuízos de 186,8 milhões de euros em 2018, o que representa 13 vezes mais do que os 13,8 milhões de euros negativos de 2017.

Em base comparável, o volume de negócios consolidado do grupo foi de 535,1 milhões de euros, “o que representou uma redução de cerca de 13,7% em relação ao valor de 2017”, de acordo com o relatório de contas divulgado na CMVM em 01 de maio.

A SIVA, que comercializa as marcas Volkswagen, Audi e Škoda, foi vendida por um euro à Porsche Holdings, sociedade pertencente ao Grupo VW, um processo que deverá estar concluído este ano.

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