Aeroportos da ANA perderam 1,7 milhões de passageiros no primeiro trimestre

A maior quebra percentual ocorreu no aeroporto de Faro, com um recuo de 24,8%, para um total de 762 mil passageiros.

A ANA – Aeroportos de Portugal perdeu no primeiro trimestre deste ano cerca de 1,7 milhões de passageiros nos dez aeroportos que gere em Portugal em comparação com os dados registados no período homólogo de 2019.

De acordo com um documento da Vinci Airports, que gere a ANA, a que o Jornal Económico teve acesso, a empresa encerrou os primeiros três meses deste ano com um total de cerca de 9,3 milhões de passageiros, o que traduziu um a quebra de 15,3% face aos cerca de 11 milhões de passageiros verificados no primeiro trimestre do ano passado.

A maior quebra percentual no período em análise ocorreu no aeroporto de Faro, com um recuo de 24,8%, para 762 mil passageiros. A segunda maior quebra percentual verificou-se nos aeroportos da Madeira, na ordem dos 16,1%, para 613 mil passageiros.

Os aeroportos dos Açores geridos pela ANA viram o tráfego cair 15,9% no primeiro trimestre deste ano, para 343 mil passageiros. No aeroporto do Porto, a queda de passageiros foi de 15,7%, para cerca de 2,2 milhões de passageiros.

Por fim, no aeroporto Humberto Delgado, a queda foi de 13,5%, para cerca de 5,4 milhões de passageiros.

Estas quebras estão na média do que ocorreu no mesmo período em outras infraestruturas aeroportuárias geridas pela Vinci Airports em outros países do mundo: Japão (-31%), Chile (-12,5%), França (-18,9%), Cambodja (-41,5%), Estados Unidos (-14,3%), Brasil (-9,4%), Sérvia (-10,8%), República Dominicana (-6,5%), Suécia (-13,7%), Costa Rica (-4,6%) e Reino Unido (-22,7%).

No total, o Grupo Vinci Airports registou uma quebra de 13,4% em relação aos passageiros no conjunto dos aeroportos que gere nestes países, para um total de cerca de 415 milhões de passageiros, ou seja, uma redução de cerca de 65 milhões de passageiros em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Ler mais
Recomendadas

Acionistas privados da Efacec satisfeitos com nacionalização da empresa

O Grupo José de Mello e a TMG – Têxtil Manuel Gonçalves, que detêm cerca de 28% do capital da Efacec, mostram-se disponíveis para “contribuir para um futuro sustentável” da empresa.

Nacionalização da Efacec: “Consequência de impensadas e desnecessárias atuações judiciárias portuguesas”, reage advogado de Isabel dos Santos

Desta forma, e de acordo com posição avança pela “SIC”, o advogado de Isabel dos Santos referiu a operação hoje conhecida é “consequência de impensadas e desnecessárias atuações judiciárias portuguesas, cuja invalidade a seu tempo será decidida”.

Marcelo promulga nacionalização da Efacec mas enfatiza “natureza transitória” da operação

De acordo com este comunicado, Marcelo Rebelo de Sousa dá ênfase ao acordo dos restantes acionistas privados, a natureza transitória da intervenção (tal como foi enfatizado pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira em conferência de imprensa), assim como a abertura simultânea de processo de reprivatização da posição agora objeto de intervenção pública”.
Comentários