Agricultura e imobiliário lideram renovação do tecido empresarial em Portugal

Nos primeiros oito meses do ano, foram criadas 27.695 empresas e desaparecerem 8.698. Imobiliário, agricultura e telecomunicações e serviços são os sectores com maior rácio nascimentos/encerramentos de empresas.

A agricultura e o imobiliário são os sectores que lideram a renovação do tecido empresarial português. Nos primeiros oito meses do ano, foram criadas 27.695 empresas, um aumento de 8% face a igual período de 2016.

De acordo com o Barómetro Informa D&B referente ao período entre janeiro e agosto, o número de encerramentos baixou 1,7%, para 8.698, enquanto as insolvências registaram uma queda mais pronunciada (-22,3% para 1.805).

A consultora detalha que os sectores das actividades imobiliárias e da agricultura, pecuária, pesca e caça são aqueles que registam o rácio mais alto entre nascimentos e encerramentos quando observados os últimos 12 meses. Logo a seguir surgem os sectores das telecomunicações e dos serviços.

Por cada empresa de imobiliário que encerrou foram criadas 5,2 novas, enquanto na agricultura o rácio é de 4,1. Nas actividades imobiliárias foram criadas 489 novas empresas, o que traduz um crescimento de 25,6%, o mais elevado a seguir ao sector do gás, electricidade e água que registou um aumento de 31% dos nascimentos de 87 para 114. Na agricultura o crescimento foi de 21,9% (mais 231 empresas). Já nas telecomunicações rácio nascimentos/encerramentos foi de 3,4, registando um aumento de 20,15 dos nascimentos (mais 148 empresas, num total de 886). E nos serviços este rácio foi de 3,1 com mais 796 nascimentos, mais 9,7% pata 9.025.

Em termos globais, nos últimos 12 meses, o rácio nascimentos/encerramentos foi de 2,4, mantendo-se em valores semelhantes aos verificados nos últimos meses.

“Depois de um início de ano instável, os últimos quatro meses foram de crescimento no número de constituições. Os encerramentos registam uma descida consistente desde abril, traduzindo-se numa redução de 1,7% face ao período homólogo entre janeiro e agosto de 2017”, realça o estudo, acrescentando que nas novas insolvências, o ciclo de descida iniciado em 2013 mantêm-se nos primeiros oito meses de 2017 sendo generalizado aos vários setores e regiões do país.

Segundo esta análise, apesar da tendência irregular verificada nos primeiros quatro meses do ano, o nascimento de empresas e outras organizações cresceu 8% até agosto de 2017, com a contribuição dos meses entre maio e agosto, dando conta de que o crescimento não é homogéneo. No crescimento por sectores, a evolução acumulada está mais concentrada nos serviços (9,7% com 9.025 nascimentos), atividades imobiliárias (25,6%, mais 2.402 empresas), construção (16,8%, com 2.394 novos nascimentos), alojamento e restauração (9,5%, mais 3.445 estabelecimentos) e agricultura, pecuária, pesca e caça (22% com 1.279 nascimentos).

Com uma descida significativa no número de constituições até agosto destaca-se o setor do retalho (menos 5,2% com menos 3.439 nascimentos), seguido das indústrias transformadoras(uma diminuição de 4,1% equivalente a 1.708 empresas) e o setor grossista (menos 3,6% com menos 1.845 entidades).

“Barómetro Informa D&B” revela ainda que à semelhança de 2016, o distrito de Lisboa mantém a liderança no crescimento das constituições de empresas e outras organizações (mais 13,8%). Os distritos de Faro e Setúbal também apresentaram um crescimento acentuado nos primeiros oito meses de 2017. O distrito do Porto, segundo maior distrito em empresas, reverte a tendência decrescente de 2016, subindo ligeiramente (mais 2,5%). Apenas três distritos descem em número de constituições (Aveiro, Viana do Castelo e Leiria).

A análise frisa também que “após uma tendência instável no primeiro trimestre, os encerramentos acumulam uma ligeira descida menos 1,7%) nos primeiros oito meses de 2017, traduzindo-se num abrandamento da tendência de 2016 (menos 6,8%)”. A maioria dos setores desce ou mantém o número de encerramentos. O distrito de Lisboa (mais 163 encerramentos) mantém-se em contraciclo com a quase totalidade dos distritos que desce ou mantém o número de extinções. Em destaque, encontra-se o distrito do Porto onde encerraram menos 185 empresas e outras organizações (menos 11,8%).

A percentagem de empresas que cumprem os prazos de pagamento acordados (18,3%) mantém-se em valores ainda reduzidos e semelhantes a julho de 2017, verificando-se, no entanto, uma ligeira melhoria que começou em setembro de 2016

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