Albuquerque afirma que presidente da TAP tem vocação para dizer “coisas descabidas”

O governante diz que “não ficou surpreendido” com as declarações de Antonoaldo Neves de que a TAP não estava obrigada a cumprir com o serviço público para com a Madeira. Albuquerque acusou o presidente da companhia aérea de “andar a gozar” com os madeirenses.

O confronto entre a TAP e o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, regressaram esta sexta-feira, depois do presidente da companhia aérea ter prestado esclarecimentos, na passada quinta-feira, na Assembleia da República. O líder do executivo madeirense acusa Antonoaldo Neves de ter uma vocação para dizer “coisas descabidas” e voltou a atribuir responsabilidade ao Estado.

“Não fiquei surpreendido que a TAP não está obrigada a cumprir com o serviço público para com a Madeira. Esse serviço público já não é prestado já muito tempo”, foi esta a reação de Albuquerque à afirmação de Antonoaldo Neves de que a companhia aérea não estaria obrigada a cumprir o serviço público para com a Região, durante a visita ao Posto Florestal da Levada do Pico.

“Já sabemos que o presidente da TAP não tem obrigação de serviço público porque anda a gozar com os madeirenses”, voltou a afirmar o líder do executivo madeirense.

O que surpreende o presidente do Governo Regional é saber qual é o motivo de o Estado estar na TAP com 50% do capital.

“Deve ser só para cobrir prejuízos”, vincou o governante.

Relativamente a este dossier Albuquerque voltou a dizer que o problema “é do Estado e do Governo” acrescentando que estas entidades têm de “fazer valer o seu peso” enquanto accionista.

“Toda a gente que vai comprar bilhete vê que há preços altíssimos e incomportáveis para as famílias e que prejudicam o turismo”, clarificou Albuquerque, que garantiu que na próxima semana o executivo madeirense vai apresentar uma solução para o transporte dos estudantes no natal.

Durante a visita ao Posto Florestal da Levada do Pico Albuquerque anunciou que vai abrir o concurso para recrutar mais guardas florestais, entre 6 a 10 elementos, e ainda contratar 10 elementos para o corpo de sapadores.

“O corpo de Polícia Florestal manteve-se na Madeira e nos Açores. Ao nível nacional devem estar arrependidos de terem extinto esse Corpo Florestal e isso tem-se visto na desorientação nos incêndios”, realçou o governante.

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