Alemanha fecha 3.º trimestre com 1,24 milhões de empregos por preencher

Numa das fases mais prolongadas de crescimento económico e em níveis de pleno emprego, o motor da Europa precisa de trabalhadores qualificados para manter a pujança.

Foto cedida

A Alemanha fechou o terceiro trimestre de 2018 com 1,24 milhões de postos de trabalho por preencher, segundo o Instituto para a  Investigação do Mercado de Trabalho (IAB), que se encontra na alçada da Agência Federal de Emprego (BA). O número é histórico. Ilustra sobremaneira a pujança da maior economia da Europa e as dificuldades que poderá encontrar para continuar a expandir-se ao ritmo que o tem feito.

Segundo aquele organismo, o maior défice de pessoal verifica-se no setor dos serviços, onde existem 658 mil vagas por preencher. De forma geral  todos os principais setores da economia estão sedentos de mão de obra qualificada. Na construção, por exemplo, há 123 mil vagas e na distribuição 87 mil. Mesmo o ultra apetitivo setor financeiro regista um défice de 12 mil empregados.

Cerca de metade das pequenas e médias empresas, que na Alemanha têm uma dimensão muito superior às nossas, considera não estar a crescer em linha com as suas possibilidades, devido à carência de pessoas com competências para os trabalhos que poderiam criar.

Habitam na Alemanha cerca de 83 milhões de habitantes, dos quais 12% de estrangeiros. A Associação alemã de construtoras estima que a proporção de estrangeiros empregados no setor quase tenha duplicado entre 2012 e 2017, passando de 9% para 16,2% em cinco anos e totalizando atualmente 127.700.

 

 

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