Os principais institutos económicos da Alemanha divulgaram que a economia está em queda livre devido à restrição de atividade económica para conter o coronavírus e esperam uma queda trimestral de 1,9% em março, final do primeiro trimestre, e de 9,8% no segundo trimestre, a maior derrapagem desde 1970, segundo adianta o jornal espanhol ‘El Economista’.
Mas nem tudo são más notícias emanadas das páginas de excell alemãs: as mesma fontes referem esperar, no entanto, uma forte recuperação logo para o ano de 2021. “A Alemanha está em uma boa posição fiscal para enfrentar recessão económica e o retorno aos níveis anteriores à crise”.
As previsões dos institutos alemães costumam fazer parte da agenda económica publicada pelo governo do pais – que referem ainda esperar uma recessão severa em 2020 de 4,2%, seguida por uma forte recuperação do PIB de 5,8% em 2021.
Os especialistas admitem que há muitos riscos negativos nas suas previsões – querendo dizer que são fatores impossíveis de mensurar – pois é possível que “a pandemia não desapareça tão rapidamente quanto o esperado, ou que os esforços para relançar a economia possam ter menos sucesso do que o esperado”.
No entanto, o forte impacto do coronavírus deixará consequências no mercado de trabalho e na esfera fiscal, referem os estudiosos. O pico da crise elevará o desemprego para 5,9%, o que significa 2,4 milhões de pessoas a mais. E também significa que, pela primeira vez desde 2013, o país sofrerá um défice das contas públicas.
A mobilização de 750 mil milhões em ajuda aumentará o défice em 159 mil milhões, que será o nível mais alto de endividamento desde a Segunda Guerra Mundial.

