Amazon promete investir 5 mil milhões de dólares na Índia

Depois de perder mercado para a Alibaba e a JD.com na China, a retalhista insiste no mercado asiático, desta vez, mais a sul, onde a principal concorrência tem um nome menos sonante: Flipkart Online Services Pvt.

Noah Berger/REUTERS
Ler mais

A Amazon vai investir 5,5 mil milhões de dólares (cerca de 4,5 mil milhões de euros) na Índia para readaptar a sua presença no país com 1,3 mil milhões de habitantes, cinco anos depois de lá se ter instalado. Depois de perder mercado para a Alibaba e a JD.com na China, a retalhista insiste no mercado asiático, desta vez, mais a sul, onde a principal concorrência tem um nome menos sonante: Flipkart Online Services Pvt.

A Bloomberg refere que o dinheiro será gerido Amit Agarwal, o homem de confiança de Jeff Bezos na Índia. “No Ocidente, os compradores passaram para encomendas online depois dos catálogos por correspondência (…) Na Índia, estamos a construir tudo de baixo para cima e mais de metade dos nossos investimentos foram para a criação de postos de entrega, armazéns…”, contou o empresário de Bombaim à agência.

No início de fevereiro, o gigante mundial do comércio eletrónico divulgou os resultados referentes ao quarto trimestre de 2017 e anunciou um incremento significativo da faturação, sobretudo pelo enorme volume de vendas na época natalícia e procura pelas compras online.

O lucro líquido da tecnológica aumentou para 1,86 milhões de dólares no último trimestre do ano, sendo que no mesmo período de 2016 a Amazon tinha registado um lucro líquido de 749 milhões de dólares. No entanto, as perdas internacionais aumentaram para mais de 3 mil milhões de dólares, devido, entre outros fatores, a problemas de armazenagem na Índia.

Relacionadas

Amazon procura parcerias com bancos dos EUA para lançar contas correntes

A empresa de Jeff Bezos não quererá, no entanto, tornar-se uma instituição financeira pois isso implicaria maior supervisão e requisitos regulatórios.

Reinvenção da distribuição com tecnologia não vai parar

As principais tendências para 2018 apontam para o desenvolvimento de competências digitais; combinação de canais; criação de experiências em loja “únicas e envolventes”; e ainda, a reinvenção do retalho com as mais recentes tecnologias.
Recomendadas

Cash Express quer reforçar rede no Algarve a partir do êxito de Portimão

A primeira loja desta rede em Portugal, aberta em Portimão, apresenta um crescimento significativo com uma faturação na ordem de um milhão de euros.

Sonae pretende colocar 25% do negócio do retalho em bolsa

A IPO será composta por uma oferta pública a investidores qualificados e não qualificados em Portugal, bem como uma oferta particular internacional a investidores institucionais, anunciou a retalhista.

Transinsular expande portefólio de rotas marítimas pela África Ocidental

A empresa de transportes marítimos irá expandir os seus serviços internacionais com novas escalas na Gâmbia e Guiné-Conacry.
Comentários