Ambientalistas avisam que se acabam recursos renováveis do país se todos tiverem a pegada ecológica dos portugueses

A Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável atualizou este sábado os dados sobre a pegada ecológica e adiantou que se cada pessoa na Terra vivesse como um típico português a humanidade precisaria de 2,19 planetas para sustentar as suas necessidades.

A Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável afirmou este sábado que se cada pessoa na Terra vivesse como um cidadão médio português a humanidade precisaria de 2,19 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos, o que implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia este sábado, dia 16 de junho.

Numa atualização de dados sobre a pegada ecológica, elaborada em parceria com a Global Footprint Network e divulgada esta manhã, a associação avisa que Portugal continua deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às actividades de produção e consumo.

“A nossa pegada per capita é de 3,69 hectares globais, mas a nossa biocapacidade é de 1,27 hectares globais, com base em dados revistos para toda a série histórica desde 1961”, explica a Zero, sublinhando que a quantidade de recursos naturais renováveis para manter o estilo de vida nacional teve um aumento de 58% entre 1961 e 2014.

O consumo de alimentos, que representa 32% da pegada global do país, e a mobilidade (18%) são as atividades rotineiras humanas que mais contribuem para a pegada ecológica de Portugal. “À escala mundial, Portugal é o 69º país com maior pegada ecológica por pessoa (…). Entre os países da União Europeia, Portugal tem a 4ª pegada mais baixa por pessoa”, acrescenta a organização ambientalista.

O que significa a pegada ecológica?

A contabilização da pegada ecológica tornou-se uma medida cada vez mais utilizada para dar relevo ao capital natural e à contabilidade ambiental e é frequentemente implementada em estudos de sustentabilidade para fornecer um primeiro rastreio macroecológico das necessidades metabólicas de uma determinada população, em comparação com a capacidade do ecossistema de fornecer serviços essenciais de suporte à vida.

Fonte: Zero

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