PremiumAnglo-saxónicos dominam M&A em ano de recordes

Americanos e britânicos dominam assessoria a M&A, mas há duas firmas portuguesas que, em ano de OPA à EDP, caminham entre os gigantes mundiais: a Morais Leitão e a Serra Lopes, Cortes Martins.

O ano de 2018 está a assistir a novos recordes nas operações de fusões e aquisições (M&A) de empresas a nível mundial. Segundo dados da Thomson Reuters, durante os primeiros nove meses do ano tiveram lugar operações no valor de 3,3 biliões (trilions, em inglês) de dólares, o que representa o valor mais elevado de sempre, apesar de um ligeiro arrefecimento no terceiro trimestre, que se fez sentir também em Portugal. Uma grande parte deste bolo (44%) deve-se a mega deals de valor superior a cinco mil milhões de dólares e as grandes firmas anglo-saxónicas são quem mais tem tirado partido desta conjuntura favorável para o mercado da assessoria jurídica a M&A.

De acordo com a agência, em 2018 os setores de atividade mais ativos no M&A a nível mundial são a Energia (com 17% do total, em parte graças à OPA sobre a portuguesa EDP, no valor de 29 mil milhões de dólares), Saúde (11%), Tecnologia (11%), Indústria (10%), Financeiro (9%), Imobiliário (9%), Media e Entretenimento (8%) e Materiais (7%).

As firmas que lideram a assessoria a estas operações são sobretudo sociedades americanas e britânicas cujo poderio assenta nos 200 anos que Londres e, mais tarde, Nova Iorque, contam como principais centros financeiros globais. Os dados da Thomson Reuters são esclarecedores a este respeito: dos dez escritórios mais ativos na assessoria a M&A a nível mundial, tanto em número de operações como em valor, não se encontra uma única sociedade que não seja anglo-saxónica. Seis são sediadas em Nova Iorque, uma em Los Angeles e três em Londres.

 

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Recomendadas

Em busca de um novo mercado elétrico

A procura de um novo mercado energético centrado nas renováveis, na descentralização da produção e na proteção dos consumidores é o debate que se impõe.

PremiumJorge Silva Martins: “Smart contracts não visam substituir os analógicos”

Jorge Martins, advogado da PLMJ, diz que há empresas que querem forçosamente usar blockchain nas operações sem perceberem o que é.

Novos modelos na resolução de disputas tributárias internacionais

A novidade essencial é a introdução de limites temporais em todas as fases e a possibilidade de o contribuinte poder participar na fase de resolução de litígios e recorrer a meios de resolução alternativa de litígios.
Comentários