Antigo motorista leva Trump a tribunal por 10 anos sem aumentos

A ação judicial interposta por Noel Cintron contra Donald Trump refere ainda 3.300 horas extraordinárias que não lhe foram pagas.

O homem que conduziu o carro de Donald Trump queixa-se de não ter sido aumentado durante 10 anos e apresenta a fatura… em tribunal. Segundo o site norte-americano TMZ, especializado em assuntos de celebridades, Noel Cintron, motorista do empresário Donald Trump durante cerca de 20 anos, vem agora queixar-se de não ter sido aumentado durante uma década.

O motorista diz ainda ter trabalhado cerca de 3.300 horas sem compensação ao longo dos últimos seis anos, o que, pelas suas contas, perfaz uma dívida de 178 mil dólares (cerca de 152 mil euros), dos quais espera ser ressarcido em tribunal.

Segundo o TMZ, a ação judicial interposta por Cintron refere que ele auferia 62.700 dólares (cerca de 53.500 mil euros) anuais, tendo, em 2006, sido aumentado para 67 mil dólares. Em 2010 terá havido um outro aumento salarial para 75 mil dólares, mas tendo, como  contrapartida, a perda dos benefícios de saúde que lhe eram assegurados, o que, segundo Cintron, permitiu à organização Trump poupar 18 mil dólares por ano.

“O senhor Cintron foi pago generosamente em todos os momentos e de acordo com a lei. Os fatos virão a lume e esperamos ver provada totalmente a nossa inocência em tribunal”, disse à TMZ um porta-voz do grupo Trump.

Relacionadas

Será a Fundação Trump um ‘livro de cheques’ para pagar as despesas de Trump? Procuradora de Nova Iorque diz que sim

A Procuradoria vai processar o Presidente, os seus dois filhos Eric e Donald e a Fundação “por violações persistentes e prolongadas das leis estaduais e federais”.
Recomendadas

PGR: PCP exige “garantia do melhoramento do trabalho desenvolvido”

Como já foi afirmado publicamente, o PCP não se pronuncia sobre nomes, mantendo a sua recusa de pessoalização da nomeação para o cargo”, refere o comunicado do PCP na sequência da nomeação de Lucília Gago como nova procuradora-geral da República.

PGR: Costa defende mandato “longo e único” de magistrado do Ministério Público

O primeiro-ministro defende em carta hoje enviada ao Presidente da República que o procurador-geral da República deve exercer um mandato “longo e único”, sendo desejável para essas funções um magistrado experiente do Ministério Público.

PGR: Passos Coelho diz que faltou “decência” para justificar saída de Joana Marques Vidal

Nestes anos de mandato, que a Constituição determina poder ser renovável, entendeu quem pode que a senhora procuradora deveria ser substituída. Não houve, infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”, escreve Passos Coelho, num artigo de opinião publicado na quinta-feira no jornal ‘online’ Observador.
Comentários