António Costa alerta que é preciso “pôr o país ao abrigo” de eventuais crises

O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira a atual política orçamental invocando a necessidade de “pôr o país ao abrigo” de eventuais crises económicas externas, provocadas por “guerras comerciais” que afetem o país.

Cristina Bernardo

Apesar de não gostar do “tratado orçamental” e de esperar que um dia seja alterado, prosseguiu António Costa, o Governo mantém a intenção de cumprir os compromissos assumidos com a União Europeia nessa matéria.

Respondendo a um pedido de esclarecimento da deputada do BE Catarina Martins, António Costa argumentou que o cumprimento dos compromissos assumidos em matéria orçamental é importante para a confiança nacional e internacional mas também para pôr o país “ao abrigo de eventuais crises”.

“O que temos conseguido em matéria de saldos primários não é só importante por causa dos saldos primários. Não sabemos, e presumo que o Bloco de Esquerda não saiba, que efeitos possa vir a ter na economia internacional uma guerra comercial entre os EUA e a China e uma guerra comercial entre a União Europeia e os EUA. Há aqui variáveis que não controlamos”, argumentou.

O primeiro-ministro defendeu que a estratégia orçamental seguida nos últimos três anos não impediu o aumento dos rendimentos, o aumento extraordinário das pensões, a reposição dos feriados e das 35 horas semanais, entre outras medidas de concretização dos compromissos assumidos com os parceiros da “solução política” para a viabilização do seu governo.

“E é isso que temos conseguido fazer sabiamente, simultaneamente equilibrar os compromissos e cumpri-los todos. É a melhor forma de dar sustentabilidade à solução política que fomos capazes de construir, à mudança que temos vindo a executar, pondo a salvo de qualquer crise externa que possa surgir”, declarou.

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