António Costa destaca “medidas de aproximação das comunidades portuguesas ao país”

O primeiro-ministro falava na Escola Portuguesa, na Cidade da Praia, numa cerimónia inserida nas comemorações do 10 de Junho, em que o vento fez cair a bandeira de Portugal e o primeiro-ministro interrompeu o seu discurso para a colocar novamente de pé, o que motivou aplausos.

Carlos Barroso / Lusa

O primeiro-ministro destacou esta segunda-feira, perante portugueses residentes em Cabo Verde, as “medidas de aproximação das comunidades portuguesas ao país e à sua vida política” que têm sido adotadas recentemente, como o recenseamento automático dos residentes no estrangeiro.

António Costa falava na Escola Portuguesa, na Cidade da Praia, numa cerimónia inserida nas comemorações do 10 de Junho, em que o vento fez cair a bandeira de Portugal e o primeiro-ministro interrompeu o seu discurso para a colocar novamente de pé, o que motivou aplausos.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro insistiu na criação de “um espaço partilhado de cidadania”, com “liberdade de fixação de residência e de portabilidade de direitos sociais” na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), posição que é partilhada por Cabo Verde.

“Temos 5,7 milhões de portugueses e lusodescendentes no estrangeiros espalhados por todos os continentes e em dezenas de países, 2,3 milhões dos quais têm a nacionalidade portuguesa. A nossa diáspora tem demonstrado grande facilidade de integração nos países de acolhimento, sem nunca perder as ligações a Portugal”, referiu.

Segundo António Costa, é possível reforçar ao mesmo tempo a integração nos países de acolhimento e proximidade com Portugal.

“Por isso, temos adotado um conjunto de medidas de aproximação das comunidades ao país e à sua vida política”, afirmou, dando como exemplos a “legislação que facilita a aquisição da nacionalidade pelos netos dos portugueses” e as “alterações à lei eleitoral para permitir candidatos à Assembleia da República com dupla nacionalidade no seu próprio círculo de residência”.

O primeiro-ministro realçou “o recenseamento automático que permitiu aumentar de 300 mil para um milhão e meio o número de cidadãos portugueses recenseados residentes no estrangeiro”.

“O sistema teve, aliás, o seu primeiro teste nas recentes eleições para o Parlamento Europeu, nas quais se verificou que o número de votantes no estrangeiro triplicou – tendência que, infelizmente, não se verificou no território nacional”, acrescentou.

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