António Godinho elogia resultado da Lista C em eleições que “não foram nem justas, nem democráticas”

“É politicamente relevante o facto de pela primeira vez a Lista A ter tido menos votos do que a soma dos votos das listas opositoras: isto quer dizer que Tomás Correia já não conta com o apoio expresso eleitoralmente da maioria dos associados da AMMG e deveria tirar consequências desse facto”, diz a Lista C que ficou em segundo lugar na corrida à Associação Mutualista.

“É verdadeiramente extraordinário, tendo em conta todas as condicionantes conhecidas do processo eleitoral, o resultado obtido pela Lista C, que ficou apenas a 6,8 pontos percentuais da lista de Tomás Correia”, diz em comunicado da lista encabeçada por António Godinho e que ficou em segundo lugar nas eleições para a Associação Mutualista ocorridas ontem.

A lista A, de Tomás Correia venceu com 43,2%; seguiu-se a lista C de António Godinho com 36,3% e em terceiro lugar ficou a lista B de Fernando Ribeiro Mendes com 20,5%.

A lista C considera no entanto que “estas eleições não foram nem justas, nem democráticas”. Entre “as várias irregularidades”, apontam o facto de “a comissão eleitoral ser composta maioritariamente por membros da Lista A, que tomou todas as decisões favoráveis à incumbente, rejeitando as propostas que visavam uma efetiva fiscalização do ato eleitoral”. Dizem ainda a “autenticação das assinaturas dos votos por correspondência não cumpre a legislação em vigor, designadamente o novo código mutualista”.

Mas “é politicamente relevante o facto de pela primeira vez a Lista A ter tido menos votos do que a soma dos votos das listas opositoras: isto quer dizer que Tomás Correia já não conta com o apoio expresso eleitoralmente da maioria dos associados da AMMG e deveria tirar consequências desse facto”, referem.

Os membros da Lista C “assumem publicamente o compromisso de, por dever de honra, continuarem a lutar pela dignificação da AMMG, pelo resgate da confiança dos associados e dos portugueses, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para defender a Instituição; o Montepio Geral e os seus associados merecem que esta equipa continue a lutar pelos seus interesses e pela sua dignidade”, conclui o comunicado.

Não há qualquer referência a potenciais impugnações das eleições.

 

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