António Guterres visita zona mais afetada por sismo e tsunami na Indonésia

Acompanhado pelo vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, o secretário-geral da ONU vai examinar os estragos causados pelas catástrofes na cidade de Palu, onde terminam hoje as operações de resgate dos desaparecidos.

Rafael Marchante/Reuters

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita esta sexta-feira a zona mais afetada pelo sismo seguido de tsunami que atingiu a ilha indonésia de Celebes no final de setembro, deixando mais de 2.000 mortos.

Acompanhado pelo vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, o secretário-geral da ONU vai examinar os estragos causados pelas catástrofes na cidade de Palu, onde terminam hoje as operações de resgate dos desaparecidos.

Na quinta-feira, as autoridades indonésias prolongaram por 24 horas as operações de resgate dos desaparecidos na sequência de “pedidos dos moradores”.

Oficialmente o número de desaparecidos ascende a 680, mas responsáveis admitem que possam ser vários milhares dado que centenas de casas foram engolidas pela terra.

A organização Save the Children na Indonésia disse que podem estar desaparecidas até 1.500 crianças.

A presidente da organização, Selina Sumbung, referiu que o fim da missão de busca é aceite de “coração pesado”.

Nugroho disse que a avaliação do custo da reconstrução ainda está a ser feita, adiantando que o “período de reconstrução deverá ser de 2019 a 2021”.

Um sismo de magnitude 7,5 atingiu as Celebes no passado dia 28, tendo sido seguido de um tsunami.

De acordo com a ONU, cerca de 200 mil pessoas precisam de assistência humanitária urgente.

O país situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, zona de forte atividade sísmica, situada na convergência de três placas tectónicas (indo-pacífica, australiana e eurasiática).

A ilha turística no sul da Indonésia foi atingida por dois fortes terramotos, em 29 de julho e em 05 de agosto, seguidos por réplicas, e de um novo sismo de magnitude 6,9, em 19 de agosto.

Ler mais
Recomendadas

Conheça as propostas de Bolsonaro e Haddad para o ambiente

Os dois candidatos às eleições presidenciais do Brasil têm posicionamentos opostos sobre o setor. Jair Bolsonaro propõe a junção dos ministérios do Ambiente e da Agricultura e a extinção de órgãos de fiscalização ambiental. Fernando Haddad sugere taxa de desflorestação zero, demarcação de terras indígenas e redução de impostos para investimentos.

Canadá considera que explicações da Arábia Saudita sobre o jornalista saudita Khashoggi não são credíveis

“As explicações dadas até agora não são consistentes ou confiáveis”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Chrystia Freeland.

Nicolás Maduro pede a Donald Trump para abrir fronteira a milhares de migrantes

O presidente da Venezuela pediu ao seu homólogo norte-americano que abra as fronteiras para receber os milhares de migrantes que estão na fronteira entre a Guatemala e o México, rumo aos Estados Unidos.
Comentários