Apple e Goldman Sachs arrastam bolsa para terreno negativo. Trump reage ao anúncio da Arábia Saudita

Goldman Sachs e Apple pressionam Wall Street que fechou a primeira sessão da semana em queda. Trump em contra-ataque no Twitter à OPEP e à Arábia Saudita e dita a quebra dos preços do petróleo.

Reuters

Os principais índices norte-americanos encerraram a primeira sessão da semana em queda, com as ações da Apple a perderem 4,7% depois de vários fornecedores d ajustaram as previsões à fraca procura dos novos smartphones da empresa liderada por Tim Cook.

O índice industrial Dow Jones cedeu 2,39% para 23,367.77 pontos, o S&P 500 desvalorizou 1,69% para 2,734.00 pontos e o tecnológico Nasdaq perdeu 2,83% para 7,197.133.

Diversas empresas fornecedoras da Apple negociaram em terreno negativo depois da Lumentum, que produz a tecnologia Face ID que equipa os iPhones, ter perdido 32,7%. A acompanhar esta tendência negativa estiveram as fornecedoras Cirrus Logic, Qorvo, Skyworks Solutions. O índice de semicondutores Philadelphia SE perdeu 4,2%, segundo os analistas da Agência Reuters.

“Os fornecedores da Apple tiveram alguns problemas”, disse J. J. Kinahan, analista da TD Ameritrade de Chicago. Segundo o analista, “é possível que a procura pelos iPhones esfrie”.

No setor bancário, destaque para a queda de 7,2% da Goldman Sachs depois de a Bloomberg ter noticiado que, na sequência da polémica em torno do fundo público malásio, 1MDB, o ministro das finanças da Malásia disse que o país quer um reembolso por completo das comissões, avaliadas em milhares de milhões de dólares, que pagou àquele banco.

O mercado obrigacionista esteve paralisado com o feriado dos veteranos nos Estados Unidos, não permitindo assim um efeito catalisador do mercado de capitais.

No mercado petrolífero, o mercado reage ao anúncio do reino da Arábia Saudita de que irá reduzir a produção de crude, em 500 mil barris diários, a partir de dezembro, para ajustar a procura à oferta. A cotação do barril de Brent, que serve de referência para a Europa, perdeu 1,24% para 69.31 dólares, enquanto a cotação do crude West Texas Intermediate (WTI), cotado em Nova Iorque, desvalorizou 1,91%, para 59,04 dólares.

Depois de terem subido na sessão da manhã, os preços do petróleo inverteram com um tweet do presidente note-americano, Donald Trump, e voltar a descer. O presidente norte-americano quer ter acesso à matéria-prima a custos competitivos. “Espero que a Arábia Saudita e a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não reduzam a produção do petróleo. Os preços deveriam mais baixos” (tradução livre).petro

Nos mercados cambiais, o euro cai 1,04% para 1.1218 dólares e a libra esterlina deprecia 0,99% face ao dólar para 1.2844 dólares.

Ler mais
Recomendadas

Mercados em Ação. “Estejam atentos aos ‘posts’ de Donald Trump”, diz Bruno Janeiro

Bruno Janeiro, trader e country manager da ActivoTrades Valores, esteve na última edição do ‘Mercados em Ação’ e focou a política de comunicação do presidente norte-americano.

Mercados em Ação. “Tem havido uma grande afluência de brasileiros para o mercado nacional”, diz Pedro Delgado

No ‘Espaço Empresas’ do ‘Mercados em Ação’, entrevistámos Pedro Delgado, CTO da Do It Lean, sobre o setor do software.

Wall Street fecha em baixa dada a persistência da tensão entre EUA e China

Depois de uma queda brusca do mercado, na segunda-feira, desencadeada pelo anúncio de represálias chinesas aos novos direitos alfandegários impostos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, “os investidores pareciam um pouco mais otimistas”, dizem analistas citados pela Lusa.
Comentários