Apple: irão os novos iPhones recuperar as quebras dos últimos meses?

O iPhone original foi lançado em 2007, mas esta é a primeira vez em sete anos que o iPhone representa menos de metade do negócio da Apple. No último trimestre fiscal, que encerrou em junho, as vendas do produto atingiram 48,3% do total.

O iPhone já foi sinónimo de sucesso no ‘reino’ da Apple. A apresentação do novo iPhone 11 está marcada para esta terça-feira, mas nos últimos anos a empresa de Tim Cook viu a venda de smartphones diminuir.

O evento do lançamento do iPhone é sempre um momento chave no calendário dos fãs de tecnologia. Tim Cook vai desvendar o novo elemento da família dos iPhones. No entanto, esta apresentação tem alguma pressão associada, pois a Apple quer inverter a quebra de vendas do ícone da empresa, ainda que tenha algum alívio associado por não dependerem tanto do produto.

O iPhone original foi lançado em 2007, mas esta é a primeira vez em sete anos que o iPhone representa menos de metade do negócio da Apple. No último trimestre fiscal, que encerrou em junho, as vendas do produto atingiram 48,3% do total. Ainda que seja um valor elevado, o número fica aquém dos 70% que alcançou em tempos.

Com a reinvenção do iPhone, a Apple está à espera de alcançar números elevados nas vendas. A seguir, a empresa vai lançar três smartphones simultaneamente para o mercado, que deverão rondar os preços dos seus antepassados, entre os 870 e 1.270 euros.

No entanto, a tecnológica da ‘maçã’ está à procura de compensar a queda nas vendas dos telemóveis com outros produtos e serviços. A receita com os acessórios da Apple, no ano passado, alcançou um total de 17 mil milhões de euros. Já no último trimestre, os dispositivos weareables, como o relógio da Apple, os AirPods sem fios e o altifalante HomePod, fizeram as vendas disparar cerca de 48% para 4.995 milhões de euros. Nos serviços, a Apple viu as receitarem aumentarem 13% para 9.196 milhões de euros, o que equivale a 21% do total de vendas.

No início do ano, a tecnológica de Cupertino anunciou o lançamento de diversos serviços, entre os quais abriu guerra à Netflix com a plataforma Apple TV+ e as estrelas de Hollywood Oprah Winfrey, Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carell.

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