Aprovada recomendação ao Governo para eliminar portagens na A19 na Batalha

O projeto do partido Os Verdes (PEV) que recomenda ao Governo a eliminação das portagens da autoestrada 19 (A19), no troço da variante da Batalha, para diminuir o tráfego junto ao mosteiro, foi hoje aprovado no Parlamento.

O projeto do partido Os Verdes (PEV) que recomenda ao Governo a eliminação das portagens da autoestrada 19 (A19), no troço da variante da Batalha, para diminuir o tráfego junto ao mosteiro, foi hoje aprovado no Parlamento.

O projeto de resolução foi aprovado com votos favoráveis do PEV, PCP, Bloco de Esquerda, PSD e PAN, tendo tido votos contra do PS e do deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e abstenção do CDS-PP.

De acordo com o projeto de resolução, o PEV recomenda ao Governo que “tome as medidas necessárias com vista à eliminação de portagens na A19, no troço da variante da Batalha, por forma a diminuir o tráfego junto ao Mosteiro da Batalha”.

Os deputados ecologistas recordam que o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conhecido vulgarmente por Mosteiro da Batalha, foi classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 1983.

O monumento “tem um sentido histórico muito forte, porque é uma marca da independência e da afirmação e legitimidade do país face a Castela, na crise de 1383-1385, que importa preservar como memória da vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota, travada a 14 de agosto de 1385”.

O PEV salienta que este é o terceiro monumento “mais visitado do país”, depois do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, em Lisboa, “tendo em 2017 recebido mais de 492 mil visitantes”.

No entanto, alertam os deputados, “o trânsito no Itinerário Complementar n.º 2 (IC2)/Estrada Nacional 1 (N1), sobranceiro à fachada poente do Mosteiro da Batalha, tem incidência direta sobre o monumento, através de poluição sonora, atmosférica e da trepidação que advém da via de comunicação, e que ao longo dos anos tem sujeitado o Mosteiro a impactos ambientais cujos efeitos prejudicam a preservação do mesmo”.

“Relembramos que a UNESCO, aquando da classificação mundial do património, recomendou que fosse tida em atenção a deslocação do trânsito da via IC2/N1. No entanto essa solução só foi encontrada cerca de 30 anos depois, com a construção de uma via rápida. A Autoestrada 19 (A19), inaugurada em 2011, deveria ser a principal via para ligar o concelho de Porto de Mós à capital de distrito, a cidade de Leiria, desviando o tráfego, nomeadamente de pesados, dos núcleos das localidades, mas também de frente do Mosteiro da Batalha”.

Para o PEV, a colocação de pórticos de cobrança eletrónica de portagem impede que os veículos utilizem a A19.

“Em janeiro deste ano, Os Verdes reuniram com a Câmara Municipal da Batalha e tomaram conhecimento ‘in loco’ das obras a decorrer junto à N1, com a colocação de barreiras acústicas defronte do Mosteiro, tendo logo assumido que estávamos perante uma ?solução B’, pois a verdadeira alternativa é a A19 e tal só é possível com a eliminação das respetivas portagens”, referiu o grupo parlamentar.

Ler mais
Recomendadas

CDS quer actualização do Plano de Contingência para controlo da Xylella fastidiosa

Os deputados do CDS-PP Patrícia Fonseca, Ilda Araújo Novo e Hélder Amaral querem saber se está já em curso alguma actualização ao Plano de Contingência para controlo da Xylella fastidiosa e seus vectores, elaborado em 2016, e se não, para quando está pensada essa actualização. E enviaram a pergunta ao ao ministro da Agricultura, Florestas […]

Angela Merkel e Boris Johnson consideram prematuro regresso da Rússia ao G7

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disseram esta quarta-feira em Berlim ser prematuro considerar o regresso da Rússia ao G7, uma ideia avançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

CDS-PP pede explicações ao Governo sobre pagamento de ‘vouchers’ para manuais escolares

O grupo parlamentar do CDS-PP pediu esta quarta-feira esclarecimentos ao Ministério da Educação pela alegada falta de pagamento dos ‘vouchers’ Mega, usados para adquirir manuais escolares, alegando que a situação “é insustentável” e demonstra “desgoverno” por parte do executivo.
Comentários