Árabes anunciam apoio financeiro de 2,7 mil milhões de euros para o Sudão

O apoio financeiro assume a forma de depósito de 500 milhões de dólares (445 milhões de euros) ao banco central sudanês e 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) destinados a financiar as necessidades do povo sudanês em produtos alimentares, medicamentos e produtos petrolíferos, indicou a agência sudanesa oficial SPA, citada pela France Press, sem especificar se se trata de doações ou empréstimos.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje um apoio financeiro conjunto de 3 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) ao Sudão, que começou uma transição difícil depois da destituição do presidente Omar el-Béchir.

O apoio financeiro assume a forma de depósito de 500 milhões de dólares (445 milhões de euros) ao banco central sudanês e 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) destinados a financiar as necessidades do povo sudanês em produtos alimentares, medicamentos e produtos petrolíferos, indicou a agência sudanesa oficial SPA, citada pela France Press, sem especificar se se trata de doações ou empréstimos.

“Conscientes da necessidade de ajudar o povo irmão sudanês” e “em apoio à República do Sudão, os dois países decidiram prestar esta ajuda em conjunto”, escreveu a agência.

O depósito no banco central do Sudão destina-se a apoiar a libra sudanesa, aliviar a pressão a que está sujeita e estabilizar a sua taxa de câmbio.

A libra sudanesa valorizou hoje fortemente no mercado negro e tem valorizado face ao dólar desde a queda do presidente Omar el-Bashir, que deixa antever um fluxo de dólares ao país confrontado há vários anos com a escassez de moeda estrangeira.

Um líder da Aliança pela Liberdade e Mudança (ALC) disse sábado à noite que as conversações entre dirigentes militares e os líderes da contestação no Sudão sobre a transferência de poder para uma autoridade civil vão continuar.

A reunião de sábado à noite teve lugar na véspera do anúncio pelo movimento de contestação da formação de um “Conselho Civil para os Assuntos do País” que substituiria o Conselho Militar de Transição, no poder desde a queda do presidente Omar al-Bashir, em 11 de abril.

No dia 11, o ministro da Defesa do Sudão, Awad Ahmed Benawf, surgiu em uniforme militar na televisão pública sudanesa e anunciou a destituição de al-Bashir e a realização de “eleições livres e justas” após um período de transição de dois anos, durante o qual o país será governado por um conselho de transição militar.

Os militares decretaram estado de emergência para os próximos três meses, suspenderam a Constituição e fecharam as fronteiras e o espaço aéreo do país.

Omar al-Bashir foi destituído e detido pelas Forças Armadas, depois de mais de quatro meses de contestação popular.

Os protestos, inicialmente motivados pelo aumento dos preços do pão e de outros bens essenciais, acabaram por transformar-se num movimento contra Al-Bashir, que liderava o país desde 1989, quando chegou ao poder através de um golpe de Estado.

 

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