Principais linhas programáticas do CDS-PP para as eleições europeias

Em defesa da regra de unanimidade na votação de questões fiscais, pelo reforço das políticas de coesão, a favor da criação do Mercado Único Digital, pugnando pela diversificação das fontes energéticas, entre outros princípios, sob o mote: “Portugal. A Europa é aqui”.

O CDS-PP realizou no domingo, dia 10 de fevereiro, em Lisboa, uma convenção nacional com o objetivo de preparar as eleições europeias agendadas para maio. Na véspera, o cabeça-de-lista, Nuno Melo, atual eurodeputado e vice-presidente do CDS-PP, manifestou o seu otimismo: “Temos expectativas altas nas eleições europeias. Para mim, um bom resultado será, no mínimo, reeditar o que tivemos em 2009”, afirmou, referindo-se à eleição de dois eurodeputados.

A lista de  candidatos do CDS-PP ao Parlamento Europeu inclui também Pedro Mota Soares, Raquel Vaz Pinto, Vasco Becker-Weinberg, Francisco Laplaine Guimarães e Margarida Pocinho, entre outros. “Portugal. A Europa é aqui” foi o mote da convenção e também do documento com as linhas programáticas da candidatura do CDS-PP, a partir do qual destacamos as mais relevantes:

_ “Rejeitamos qualquer alteração à regra de unanimidade na votação de questões fiscais a nível europeu. O CDS defende que os princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade encarnam o ideal de Europa unida que realmente pretendemos”.

_ “A segurança dos cidadãos é uma prioridade. Acreditamos que o espaço europeu pode ser um destino de acolhimento para outros povos, mas exigimos respeito pelas nossas leis, valores e costumes”.

_ “Queremos um reforço das políticas de coesão e maior justiça na distribuição dos fundos da Política Agrícola Comum, e aumento do orçamento da UE. A Agricultura é um Património com Futuro bem como um Ambiente sustentável e inclusivo. Temos que nos adaptar às alterações climáticas e promover uma irrigação eficiente”.

_ “Queremos um Mecanismo Europeu de Protecção Civil eficaz no auxílio em situações de catástrofe e medidas contra a seca e a desertificação. A água é fundamental e defendemos uma política de irrigação eficaz”.

_ “Consideramos o Mar e a ‘Economia Azul’ como um desígnio estratégico para Portugal. O Mar é um espaço de afirmação de Portugal. Portugal é o maior Estado costeiro da UE e um dos maiores do mundo, e tem no Mar um dos seus principais recursos e ativos”.

_ “Desejamos a criação do Mercado Único Digital e a aposta na tecnologia, criatividade e inovação e no intercâmbio de alunos e investigadores. A aposta nas novas tecnologias não se alcança com mais impostos, mas sim com medidas atrativas, a ênfase na modernização tecnológica de empresas e da administração, com o envolvimento das universidades, incrementando a investigação, aproveitando os recursos que a UE concede”.

_ “Defendemos a diversificação das fontes energéticas a nível Europeu para ajudar à menor dependência de petroditaduras e exigimos a ligação da Península Ibérica às redes de energia europeias”.

_ “Queremos uma Europa Social, um futuro responsável. Para o CDS, a dimensão social é uma das marcas de excelência do projeto europeu e indispensável para o desenvolvimento e para o crescimento de uma União que se quer justa e solidária”.

_ “Portugal é um Estado-membro da UE, que afirma a sua vocação Atlântica secular e o seu relacionamento privilegiado com o mundo e, em particular, com os países de expressão portuguesa. Portugal é essencial para a defesa da Europa. Sendo um dos países membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Entendemos que ao longo da sua história, a NATO mostrou ser um meio eficaz de defesa mútua em resposta a qualquer ataque de entidades externas, que a mudança geo-estratégica à escala global, nomeadamente o colapso do bloco soviético e a derrocada do comunismo como projeto internacionalista não invalidou”.

No final do documento sublinha-se que “somos capazes de representar Portugal na Europa com a responsabilidade e a liberdade de quem assume ser europeísta, mas não federalista. Como escreveu a nossa líder Assunção Cristas na sua moção ‘Um Passo à Frente’ apresentada no Congresso em Lamego no ano passado: ‘Um partido convictamente europeísta, e por isso exigente na Europa, um partido atlantista, que vê em Portugal um país aberto ao mundo e com capacidade de diálogo e de pontes com geografias distintas'”.

Em conclusão, “um voto no CDS-PP é um voto que reforça Portugal nessa Europa, num Portugal que sabe fazer e que quer fazer melhor. Ao lado das empresas. Ao lado dos agricultores. Ao lado do Mar e do Ambiente. Ao lado da Solidariedade entre gerações e com a convicção de que todas as pessoas contam. Ao lado do interior. Ao lado da inovação e da competitividade. Ao lado do Digital e da nossa História. Assumimos o compromisso de ser a voz de Portugal na Europa, uma voz exigente, que acredita na importância da subsidiariedade e da solidariedade entre Estados-membros e também entre gerações”.

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