Premium“Ásia é o próximo passo na expansão da Unbabel”

A empresa portuguesa que usa Inteligência Artificial na tradução está focada na Europa e nos EUA, mas planeia angariar 50 milhões de dólares em 2019 para preparar a entrada na China ou no Japão no ano seguinte, revela o CEO e fundador.

É a vossa terceira participação na Web Summit. O que é que a Unbabel traz ao evento e quais os benefícios que dele retira?

A Web Summit ocorre na cidade onde estamos sediados e, talvez por isso, temos uma presença maior do que teríamos se fosse realizado noutro lado. Permite um acesso mais fácil e este ano tivemos 12 pessoas no evento, entre os quais vários líderes da empresa, com várias iniciativas, seja ao nível da angariação de clientes, seja ao nível da promoção da marca ou do contacto com investidores. A Web Summit dá-nos bastante visibilidade, uma vez que evidencia o ecossistema local, logo também nos beneficia.

Na prática, no ano passado, no fim do evento tínhamos mais ou menos 200 oportunidades de negócio. Nem todas se concretizaram, apenas algumas, mas foi o bastante para o balanço ser positivo.

Como é que vê o impacto da Web Summit no ecossistema das startups?

Tem sido fantástico e, no fundo, é o corolário de um esforço que estava a ser levado a cabo há cinco ou seis anos e que, de certa maneira, permite acelerar e amplificar aquilo estava a ser feito. Pôs Portugal no mapa. Muita gente não se apercebia do que estava acontecer em Lisboa e agora já sabe.

A Unbabel já tem cinco anos. Quais foram as principais etapas no desenvolvimento da empresa?

A empresa nasceu em 2013 e os primeiros três anos foram para criar a tecnologia e a infrestrutura que nos permitiu lançá-la no mercado. Nessa fase, as duas coisas mais importantes foram: a passagem pela Y Combinator, fomos a primeira empresa portuguesa a entrar nessa aceleradora; e as rondas de investimento, nas quais levantámos mais ou menos dois milhões e meio de dólares, que permitiram apoiar esse desenvolvimento. A equipa cresceu para 25 pessoas e depois , em 2016, conseguimos o investimento Series A e foi no começo de 2017 que verdadeiramente entrámos no mercado. Em 2017 crescemos 1000%, porque o ponto de partida era pequeno, mas este ano estamos a crescer 300%.

 

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