A Assembleia da Madeira, com maioria PSD, pediu a intervenção do Estado no sentido deste acabar com a situação “separatista, abusiva e discriminatória” promovida pela TAP, de acordo com resolução publicada esta segunda-feira em Diário da República. O mesmo documento diz ainda que se o Conselho de Administração ou a Comissão Executiva “não corrigir” a sua política comercial, em 30 dias, deve-se convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para destituir os órgãos sociais para que se nomeie administradores que assegurem uma “justa e honesta” política comercial para com a Madeira.
Em causa estão os prémios distribuídos pela TAP, no valor de 1,171 milhões de euros, num ano em que a companhia apresentou prejuízos superiores a 100 milhões de euros.
A resolução critica a “política seletiva” de atribuição deste prémios por parte da TAP, a alguns trabalhadores, depois de ter apresentado prejuízos, classificando esta postura da companhia aérea como “absurda, inexplicável e inaceitável”.
O mesmo documento deixa ainda críticas ao governo central, apesar de terem manifestado o seu desagrado perante a atribuição destes prémios da TAP, acusando o executivo, liderado por António Costa, de terem sido “cúmplice” desta política de prémios promovida pela companhia aérea.
“Esta atitude do Governo da República e do Primeiro-Ministro configura uma tentativa de branqueamento de responsabilidades e assume uma postura demagógica e inconsequente, já que os Prémios foram pagos a alguns colaboradores, em detrimento de muitos outros, e com um suspeito exemplo de uma colaboradora do departamento jurídico que apenas começou a trabalhar em maio de 2018 e que foi a única jurista premiada, o que é revelador da promiscuidade política e financeira desta situação”, diz a resolução.
A resolução afirma que esta situação é ainda “mais atentatória”, tendo em conta que a região é o “alvo preferencial” da exploração comercial da TAP, algo que conta ainda com “a cumplicidade” dos Administradores e do estado enquanto acionista maioritário da companhia aérea.
O documento refere ainda que se o Conselho de Administração ou a atual Comissão Executiva “não corrigir” a sua política comercial, no prazo de 30 dias, deve ser convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para destituir os Órgãos Sociais, com o intuito de se nomear administradores que assegurem uma “justa e honesta política comercial” em relação à Madeira.
