Associação Presença Feminina regista 822 atendimentos devido a violência doméstica

A maior parte dos atendimentos diz respeito a apoio psicológico.

Carlos Jasso/REUTERS

Este sábado assinala-se o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. A Associação Presença Feminina é uma das entidades que trabalha com casos de violência doméstica. Desde janeiro e até novembro já registou 822 atendimentos relativos a esta prática que vão desde o apoio psicológico, ao social e jurídico.

Dos 822 atendimentos registados pela associação a maior parte diz respeito a apoio psicológico (371). Até novembro a Presença Feminina recebeu 111 pessoas sendo que 59 foram novas vítimas de violência doméstica.

Desde 2000 a Presença Feminina recebeu 1340 vítimas de violência doméstica. 2017 tem sido o ano em que a instituição mais atendimentos realizou em apoio psicológico.

A associação diz que muitas das vítimas que procuram a Presença Feminina vêm muitas das vezes já com “processo-crime a decorrer”.

“Constata-se que a violência psicológica se encontra presente em 100% dos casos”, explica. Esta situação resulta de um primeiro atendimento feito pela Presença Feminina a quem recorre aos seus serviços.

A associação pede para que as pessoas “não se deixem intimidar” alertando que “o medo de represálias” faz com que depois não se procure ajuda especializada. A sensibilização dos mais jovens está também entre as preocupações desta instituição.

Nesse aspecto a associação diz ser necessário mudar mentalidades e comportamentos e chama a atenção para situações como “a violência no namoro”.

Para além do apoio psicológico a associação dispõe também de apoio social, responsável por 77 atendimentos, e também jurídico, que teve 81 atendimentos desde janeiro até novembro.

A Associação gere ainda uma Casa de Abrigo que tem como objectivo receber “mulheres vítimas de maus-tratos e seus filhos menores” que estão “em situação de perigo e sem alternativa habitacional”.

Um dos objetivos da associação passa pela defesa dos direitos e a promoção e dignificação da mulher. A Presença Feminina tem presença em órgãos como por exemplo o Conselho para a Igualdade da Câmara Municipal do Funchal e na Comissão Regional para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

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