Ativos sob gestão do sector do capital de risco nacional cresceram 9,8% em 2020

O relatório da CMVM mostra algumas métricas favoráveis ao mercado nacional, que mostrou assim maior resistência ao choque negativo do primeiro semestre de 2020 do que inicialmente antecipado.

O ano de 2020 fechou com um acréscimo homólogo de 9,8% nos ativos sob gestão do sector de capital de risco nacional, segundo o relatório da Comissão do Mercado e Valores Mobiliários (CMVM) desta quinta-feira, o que mostra a resiliência deste mercado perante as disrupções sentidas na primeira metade do ano.

“Apesar da grave perturbação e elevada incerteza provocados pela pandemia de Covid-19, o investimento em capital de risco em Portugal apresentou uma recuperação significativa do decréscimo observado na primeira metade do ano”, pode-se ler no relatório.

O ano finalizou com 56 sociedades e 166 fundos de capital de risco, detalha o documento, sendo que o montante médio de ativos sob gestão por fundo caiu 3,2 milhões de euros, chegando aos 32,3 milhões de euros.

Observou-se um aumento do valor em depósitos e outros meios líquidos, que assim chegaram aos mil milhões de euros. O valor das participações sociais cresceu 5,6% no ano, detalha o documento, o que resultou, por um lado, “de um aumento do valor investido em empresas não residentes e, por outro lado, de uma diminuição no investimento em empresas residentes”.

As empresas em fase de expansão registaram um incremento de 8,2% no valor investido pelo capital de risco, o que coloca este indicador nos 857,2 milhões de euros. Já o mercado de venture capital também assinalou um aumento de 0,3% face ao ano anterior, para 665,7 milhões de euros.

O relatório faz ainda saber que 1207 transações que ocorreram em 2020, 69,7% corresponderam a aquisições no total de 608,6 milhões de euros, enquanto as alienações atingiram 369,3 milhões de euros, traduzindo-se num investimento líquido de 239,3 milhões de euros.

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