Autor
André Barata, Filósofo, Universidade da Beira Interior
Artigos

O discurso identitário emancipatório

Na esfera pública, o inimigo do discurso identitário emancipatório, do discurso que procura reconhecimento e igual dignidade, é cada vez mais outro discurso identitário, de sinal contrário, assente no desprezo pela diferença entre a imagem e aquilo de que a imagem é imagem. Ou seja, o populismo reinante que uma sociedade hiper-mediatizada promove.

Aos arautos da intolerância

Democracia não rima com exclusão, nem com convites insidiosos à auto-exclusão. E é lamentável que haja concidadãos com influência mediática a prestarem-se a esse serviço.

Para que serve mesmo a meritocracia escolar?

Será que nós pais sequer permitimos aos nossos filhos aperceberem-se criticamente da significação social da escola que lhes estamos a proporcionar activamente? Em Portugal, este debate tem de ser levado a sério.

A nossa vida com a tecnologia

Vai havendo algoritmos compositores e imaginam-se robots de companhia, mas ainda bem, o problema não é inventarmos máquinas mais humanas, mas ficarmos nós menos humanos.

A tensão inescrutável da democracia

O que ameaça hoje a ideia de democracia e da sua prática? A vontade de transparência que atravessa todas as relações no espaço público, limpas de tensão. Sem tensão democrática, a democracia torna-se encenação, reino do faz de conta, menos apreciável, descartável e, por isso, mais vulnerável.

PremiumAs virtudes do direito à greve

A única acção que se deve regular por um critério de proporcionalidade é a definição de serviços mínimos. E essa definição cabe ao Governo, com o maior tacto possível, garantindo os serviços mínimos, sem com isso minimizar o impacto que se espera de uma greve a ponto de constituir um boicote.
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