Autor
Celso Pereira Nunes, Professor Universitário
Artigos

O que queremos?

Numa sociedade com elevado grau de homogeneidade é relativamente fácil traçar objetivos que sejam comuns a uma grande maioria da população. Os objetivos comuns podem ser relativamente vagos, mas o simples facto de haver um desígnio comum que una a população já é muito importante.

Bancarrota

A bancarrota surgiu na sequência dos depositários se aperceberem que a maioria dos depositantes não ia levantar regularmente os seus depósitos e, por isso, poderiam gerar um lucro adicional emprestando parte dos valores depositados em troca do pagamento de juros. Um dia a brincadeira correu mal e, quando um depositante foi levantar o que lhe pertencia, o banco não tinha em depósito o valor suficiente para satisfazer o levantamento exigido. Atualmente o termo diz respeito a qualquer situação em que alguma entidade fica incapacitada de cumprir as obrigações financeiras que contraiu, incluindo países.

Para que serve um Banco Central?

Desde o início da pandemia, o BCE já comprou mais de 1.3 biliões de euros de títulos públicos e empresariais no mercado de capitais. Este montante corresponde a mais de 10% do PIB nominal da Zona Euro. Esta intervenção vai muito além do que é o papel do BCE, pois representa uma deformação excessiva do funcionamento do mercado europeu de capitais. Se, por um lado, no curto prazo é bom baixar os custos de financiamento dos estados e das empresas, por outro lado, ir demasiado longe nesse campo representa, a longo prazo, um incentivo à gestão irresponsável.

Madeira Investment Authority

O Fundo gerido por tal Autoridade, seria um instrumento autónomo de geração de riqueza que, revertendo para a RAM, potenciaria a geração dos recursos necessários para uma melhoria sustentável a longo prazo da qualidade de vida.

Fragilidades do sistema financeiro mundial

Estas debilidades das bases em que se fundamentam o sistema financeiro garantem que, se nada for feito para o aperfeiçoar ou reestruturar, irá colapsar. Se será mais cedo ou mais tarde, não se consegue adivinhar, mas parece-me inquietante a total ausência de discussão sobre as mudanças que, um dia, serão inevitáveis. Uma transição ordenada e programada será sempre muito mais suave do que uma transição brusca e desordenada.

Aquilo de que (quase) ninguém fala

Espero que a atual pandemia sirva para refletirmos sobre as escolhas coletivas e individuais que têm repercussões a nível das poluições e dos estilos de vida, e que essa reflexão seja geradora de abordagens, decisões e ações mais acertadas, equilibradas e harmoniosas.
Ver mais artigos