Autor
Diogo Goes, Professor do Ensino Superior e Diretor de Eventos
Artigos

Arquitetura: lugar de permanência

O debate sobre a arquitetura e sobre a qualidade das transformações que acontecem nos territórios que habitamos é cada vez mais essencial, pois toda a intervenção arquitetónica, além de determinar a paisagem (Cruz, 2012; Muxi, 2004) colhe uma incomensurabilidade de impactos sociais, inferindo sobre a qualidade de vida de todos os que habitam esses lugares.

“Se non è vero, è ben trovato!”

O processo de radicalização, não é apenas uma consequência da crise ou do “espírito do tempo” ou do estado de “estupidificação” cultural de uma sociedade, é antes, condição necessária para que as elites justifiquem o seu exercício do poder, a perda de direitos individuais e aumento do controlo e vigilância sobre as populações.

“Ceci n’est pas”… Democracia: é um simulacro

A imagem-entretenimento, criada pelo marketing político, tornou-se no melhor instrumento da retórica política, de toda a prática discursiva e da dominação do cidadão eleitor. Entreter para estupidificar. Estupidificar para melhor controlar.

Descolonizar o espaço público e as instituições culturais: a construção do lugar iconoclasta contemporâneo

A iconoclastia conseguiu trazer, felizmente, para o debate público e mediático, o questionamento da qualidade das transformações estéticas que acontecem no território que habitamos. E com isso, também questionar e deslegitimar as narrativas historiográficas e o como estas são lecionadas no interior dos espaços letivos. Do mesmo modo, devemos questionar a forma como são expostas e apresentadas as “narrativas do preconceito” nas nossas instituições culturais e museológicas.

Entre a revolução e o medo: Cultura “à portée”

A falácia da subsidiodependência, aliada à falácia da meritocracia, impingem através do discurso público mediático, do medo, a convicção na sociedade, de que a Cultura é um bem ou recurso supérfluo, quando ao invés, poderá constituir fator promotor da inclusão, tolerância e justiça social, contra o racismo e xenofobia e razão da “queda” das elites.

A Escola bateu à porta de nossas casas sem aviso, mas respondemos, acolhendo-a

Na Educação, necessariamente esta é uma oportunidade da não manutenção do “status quo” e verdadeiramente transformá-la, preferencialmente para melhor.
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