Autor
Diogo Goes, Professor do Ensino Superior e Diretor de Eventos
Artigos

Entre a cegueira e o lunatismo, a generosidade do futuro existe!

Um pouco por toda a Europa, a fragmentação partidária e a falta de compromisso político entre os principais partidos democráticos do sistema (do centro, progressistas e liberais) têm vindo a tornar quase inevitável a ascensão da extrema direita – na Itália, em Espanha e Portugal, berços dos fascismos –  ameaçando a formação de novos governos com forças extremistas e radicais.

Entre a Arquitetura e a Música: a reabilitação e as cidades criativas

Ora, se a música e a arquitetura estão relacionadas, então também o desenvolvimento das cidades está intimamente relacionado com tempo e ritmo, que as determinam. Os ritmos das cidades, não são mensuráveis pelo volume do edificado, mas pelos impactos sociais que inferem na vida quotidiana dos seus habitantes, no desenvolvimento do conforto e na melhoria da qualidade de vida.

Quais os desafios que a Cultura da Madeira enfrenta em 2021?

Recentes estudos sobre o património cultural português (2020) concluem que os portugueses são aqueles que, de entre os povos europeus, menos visitam os museus e menos conhecem o seu próprio património artístico e edificado e menos se mostram interessados na sua preservação (2017). Tal razão poderá ser reflexo do estado de domesticação cultural da nossa sociedade pós-moderna, que a pandemia veio acentuar.

O bem é o caminho, o lugar de encontro é a praça

As cidades contemporâneas, determinadas por uma economia do turismo, assistem, quase passivamente, à expansão urbana como resposta às necessidades de um modelo de desenvolvimento económico neoliberal, esgotado. Por outro lado, não reconhecem o direito à habitação, dos mais pobres e excluídos da sociedade.

Arquitetura: lugar de permanência

O debate sobre a arquitetura e sobre a qualidade das transformações que acontecem nos territórios que habitamos é cada vez mais essencial, pois toda a intervenção arquitetónica, além de determinar a paisagem (Cruz, 2012; Muxi, 2004) colhe uma incomensurabilidade de impactos sociais, inferindo sobre a qualidade de vida de todos os que habitam esses lugares.

“Se non è vero, è ben trovato!”

O processo de radicalização, não é apenas uma consequência da crise ou do “espírito do tempo” ou do estado de “estupidificação” cultural de uma sociedade, é antes, condição necessária para que as elites justifiquem o seu exercício do poder, a perda de direitos individuais e aumento do controlo e vigilância sobre as populações.
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