InícioNotícia escrita porFrancisco Proença de Carvalho, Advogado

O facto de o Estado ser omnipresente na vida do português, não pode significar que tenha a prorrogativa de gerir casas de que não é dono e de se imiscuir demasiado na forma como os proprietários rentabilizam os seus imóveis.

O Estado não pode ser um castrador e um nivelador por baixo ou, muito menos, pode legislar ignorando os ventos de mudança que as novas gerações trazem consigo também para as relações laborais.

A moderação dificilmente ganha eleições na atualidade, a não ser que venha com uma nova roupagem. Provas disso são os casos de Emmanuel Macron e do nosso Presidente Marcelo.

Ora, os tempos mais recentes têm tido demasiadas exceções àquelas saudáveis tradições democráticas. Estão na moda os jogos parlamentares. As motivações que levam a este tipo de soluções são distintas, mas têm uma consequência comum: menorizar as eleições.

Os recentes acontecimentos devem servir de exemplo e dar que pensar a todos aqueles que, com relevantes responsabilidades nos vários clubes, andam por aí a instigar o pior que a emoção do futebol consegue tirar de nós.

Os recentes exemplos tornados públicos de fragilidade no tratamento dos dados pessoais, exigem que os Estados democráticos estejam à altura e deem o exemplo.

No Brasil, de uma forma assumida, e em Portugal, de uma forma mais ou menos dissimulada e cínica, alguns 'atores' do sistema de Justiça quiseram e (têm conseguido) tratar a Justiça como se fosse política.

Se a política fosse uma atividade exclusivamente assente em critérios de racionalidade, a questão da Saúde e Educação seria resolvida com bom senso e cálculos.