InícioNotícia escrita porGabriel Leite Mota, Professor Universitário de Economia

Em Portugal abundam os casos de desrespeito pelo Estado, que tantas vezes passam sem punição. É tempo de combater os corruptos e os incompetentes para o Estado poder garantir a justiça e bem-estar públicos.

É irritante ver tantas pessoas a fazerem a dicotomia esquerda/direita como se se tratasse de uma dicotomia entre capitalismo e anticapitalismo ou “defensores da propriedade privada” versus os seus detratores.

A discussão actual sobre a legislação laboral deve ter isto em mente: combater ao máximo a precariedade, que é um dos grandes travões ao desenvolvimento nacional.

O desígnio da descentralização e da eliminação da macrocefalia não tem por fundamento uma eficiência financeira, antes um imperativo de justiça e equidade.

Dada a enorme complexidade de se gerir um projecto de governação comum de dezenas de nações, começam a ser cada vez mais salientes as divergências dos interesses entre as nações, gerando-se forças centrífugas de difícil travagem.

O mundo está longe de estar visceralmente interligado. Apesar de estar mais interligado do que alguma vez já esteve, a esmagadora maioria das pessoas não emigra – nasce, trabalha e morre no seu país; muito do comércio é nacional – e quando é internacional dá-se, primordialmente, com os vizinhos mais próximos – veja-se Portugal com Espanha.

Uma das formas de se exercer a liderança é através da loucura. Certos transtornos de personalidade são benéficos para a capacidade de reunir apoios e traçar caminhos.

Precisamos de romper com muitos dos enredos instalados. Precisamos de mais e diferentes forças de poder, para que o exercício do mesmo seja mais escrutinado e o seu abuso dificultado.