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Jorge Pereira da Silva, Professor da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica
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Em Portugal, a abstenção é um tema cíclico: antes das eleições faz-se uma campanha oficial, mais ou menos imaginativa, a apelar ao voto; o Presidente da República pede a todos os portugueses para irem votar, porque não devemos permitir que outros escolham por nós; os líderes partidários tentam mobilizar o seu eleitorado para ir às urnas, garantindo que os respetivos partidos são os principais penalizados pela abstenção.

Berardo, o homem da semana passada

Seria bom que os presidentes dos bancos, com o mesmo ar grave, viessem garantir aos seus clientes que não vão pagar, pela segunda vez, as dívidas do Sr. Berardo.

O Estado há muito que se regionalizou, o país não

Quando se decide no Porto, em Coimbra, em Évora ou em Faro, em rigor é ainda o ministro, que no seu gabinete de Lisboa, está a tomar a decisão. Tecnicamente, é simples ‘desconcentração’.

Quem nunca nomeou uma prima?

O atual fechamento do sistema político persistirá, com os mesmos partidos, os mesmos interesses, as mesmas bases de recrutamento, e consequentemente os mesmíssimos nomes (próprios e de família). Renovação?

É a Justiça, afinal, a culpada disto tudo?

Em toda esta estória triste, o desembargador Neto de Moura é apenas a mais injusta das caricaturas que se pode traçar da Justiça portuguesa.

A TVI e os privilégios da Católica?

Tudo é legítimo no plano ideológico. Cada um que faça as suas escolhas. Nós fizemos as nossas há 50 anos e continuamos seguros de que na sociedade portuguesa há muito “serviço público” fora do “Estado”.
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