Autor
Mário Santos, Investigador em Inteligência Emocional e Professor na Universidade da Madeira
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Indisciplina nas escolas portuguesas

A verdade é que a educação, em Portugal, tem que ser revista, tanto a nível nacional como nas regiões autónomas. A violência e o desrespeito nas escolas é consequência de políticas de enfraquecimento de professores, auxiliares de ação educativa e dos próprios alunos; em que todas as pessoas opinam e ninguém se entende.

O que nos preocupa é a retenção dos alunos ou a mudança de paradigma no ensino em Portugal?…

Mantenho a esperança de que o Governo esteja ciente de que a educação, em Portugal, tem de sofrer uma mudança estrutural a curto prazo. O Governo tem, aliás, dado alguns sinais de mudança quando introduz a flexibilização curricular e mais autonomia nas escolas.

As mudanças na Educação que gostaria de ver com o próximo Governo da Região Autónoma da Madeira

Gostaríamos de ver repensado o modelo da escola a tempo inteiro; reorganizar os tempos letivos e não letivos, os espaços e os recursos, em prol das aprendizagens e do desenvolvimento integral dos alunos. Fomentar, cada vez mais, a atividade física, apostando numa redução do tempo em que os alunos ficam imóveis, no sentido de diminuir o sedentarismo e a obesidade infantil.

Reflexão sobre a escola que temos e a escola que deveríamos ter. “Pensar fora da caixa dentro da escola”

O que se verifica é que a educação está somente centrada no conhecimento, onde a nota serve para avaliar o crescimento global do indivíduo.

A escola tem que deixar a obsessão dos resultados académicos, rankings e quadros de honra e potenciar o talento do aluno

Vivemos numa época em que o talento é umas das palavras mais valorizadas no léxico mundial, podendo mesmo considerá-lo como o fator diferenciador em qualquer grupo de trabalho, sendo algo que é inato e que tem de ser desenvolvido e potenciado.

Natureza como aula

O quotidiano escolar, em Portugal, revela-nos um ensino massificado direcionado para a aquisição de conhecimentos em detrimento do fomento de atitudes/valores e do desenvolvimento de competências. Importa questionar o ensino ao nível das conceções, das opções curriculares e das práticas pedagógicas.
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