InícioNotícia escrita porNuno Cintra Torres, Professor Universitário

A pergunta a fazer aos portugueses é: querem continuar a ser pobres, cada vez mais pobres? Se a resposta for afirmativa, basta prosseguir a pasmaceira.

Responsáveis de muitas empresas ainda não racionalizaram que o website é a âncora da atividade e cartão de visita do grau de sofisticação comercial, industrial e tecnológico da empresa.

Essa mesma ideia é, afinal, um dos mais antigos ditados gregos: Speude bradeos. Pode ser traduzido como “ser rápido, mas devagar” ou “mais rapidez, menos velocidade”. Trata-se de um aparente oxímero ou paradoxo e que ficou conhecido pela sua tradução para latim: Festina Lente.

Utilizando as palavras de Horta Osório, pergunto aos cientistas políticos e sociais: quem são exatamente as nossas elites, que valores representam, que exemplos fornecem, para onde levam Portugal e os portugueses?

Políticos e partidos deixaram-se aprisionar pelo populismo primário clubístico, não distinguindo entre os interesses privados dos clubes, a missão pública dos partidos e as responsabilidades do Estado.

Imagine-se a posição cimeira em que Portugal poderia estar hoje se os milhares de milhões sugados tivessem sido aplicados no desenvolvimento dos portugueses…

É fundamental que as empresas expliquem por que razão os valores da iniciativa e propriedade privada nas democracias liberais são úteis e necessários ao progresso dos cidadãos e das suas famílias.

A legislação agora adotada deve ser o princípio de uma estratégia que tenha como objetivo construir para Portugal a reputação de que se trata um país ‘film-friendly’.