InícioNotícia escrita porPatrícia Calca, Politóloga

Um planeamento do território mais igualitário e eficaz implica pensar num quadro nacional que vai além da realidade de Lisboa. O aeroporto de Beja como alternativa não deve ser descartado.

Uma União Europeia forte não é algo benéfico para todos, mas uma UE (mais) dividida agrada a alguns e parece agradar a Trump e seus apoiantes.

Se as mulheres têm de trabalhar mais e melhor para serem consideradas iguais aos seus colegas do género masculino, algo de errado se passa na nossa sociedade.

Seja por motivos mais ou menos justificáveis à sombra da ética contemporânea, talvez seja mais honesto se dissermos aos que vamos e o que pretendemos. Esta clareza é especialmente relevante num país como o nosso, um país que, regra geral, lida mal com quem tem um discurso mais assertivo.

Talvez seja importante pensarmos pois em termos de mudança de paradigma, e já sei que esta parece ser uma expressão chavão daquelas que nada comportam, mas neste caso parece-me ser o ideal: ora se é difícil mudar o “estado do Estado” tal, contudo, não deverá ser absolutamente impossível.

Num intervalo de apenas dois dias, tive a oportunidade de verificar como as fronteiras da Europa já não são o que idealizámos.

Há um diálogo constante entre economia e política, incluindo na definição dos respectivos limites, e isso foi, quase sempre, positivo para as sociedades e para o seu desenvolvimento.

Questionar o que nos rodeia, e as explicações que nos são apresentadas ou que nos convencemos que existem, não é um exercício despiciendo.