InícioNotícia escrita porRita Sousa, Professora na Universidade do Minho

Há um aspeto que continuamente me salta à vista quando se discutem temas ambientais: a diminuta conexão de análises e relatórios com os hábitos e atitudes das pessoas.

E se fosse possível saber a origem da eletricidade? A tecnologia blockchain, que muitos conhecerão via bitcoin, já está a chegar ao setor elétrico.

Dos projetos de lei sobre a proibição do uso da loiça de plástico, infelizmente ainda nada ficou decidido. Os grupos da especialidade irão discutir o assunto e, provavelmente, chegar a soluções menos restritivas.

Dada a complexidade da logística tarifária de energia portuguesa, o melhor é começar por usar o poder da procura. Isto é, por escolher conscientemente o fornecedor de energia.

Os mais pequenos, como os das cidades e vilas de veraneantes, também já perceberam que fazem mais sucesso com Homens-aranha e com Elsas e Olafs que propriamente com um tigre.

No meu registo ambientalista pró-renováveis, custar-me-ia aceitar taxas ligadas à estratégia de descarbonização, mesmo pela razão válida que aparenta ser a do controlo de monopólios.

O real armazenamento de água não pode ficar esquecido quando se repensar a gestão florestal e agrícola, para mais com mudanças climáticas mais bruscas que o esperado e mais rápidas que a nossa capacidade de adaptação.

O desfecho do Orçamento Participativo nacional mostra, numa primeira leitura, que os portugueses parecem andar mais preocupados com as emissões da pecuária que com as das florestas ardidas.