Autor
Sílvia Vasconcelos, Médica-veterinária/coordenadora regional do MDM
Artigos

Os animais como complemento (ou alternativa) às terapias nos seres humanos

Quando se procuram soluções para a coexistência entre animais e seres humanos, eis uma de efeitos benéficos recíprocos, já aplicada em tantos países do mundo (estando mesmo regulamentada em alguns).

“Doentes de terceira classe”

Há que diligenciar medidas imediatas para defender e reforçar o Serviço Regional de Saúde, porque apesar de tudo, ficou comprovado pela Covid que um sistema público de saúde é insubstituível quando se trata de generalizar a saúde.

As afinidades electivas do Coronavírus

“O coronavírus não gosta de teatro, nem de espectáculos, nem da cultura em geral”. E mais: tem dois pesos e duas medidas – não ataca em aviões mas é perigoso nos teatros; não ataca nos comboios mas infecta os mesmos trabalhadores que neles se deslocam – mas só nos tempos de descanso no seu local de trabalho! E suspeita-se que não atacará também em alguns eventos públicos municipais que beneficiarão da maior fatia dos 30 milhões de apoio governamental para a cultura (em detrimento de outros programas para a cultura, quando este sector precisa urgentemente de apoio!), mas já noutros encontros e festivais culturais … pondere-se bem, é bem provável que a sua virulência seja acentuada.

Covid-19, a solidão dos idosos e os animais de companhia 

Nestes dias de pandemia os factores de risco para a ansiedade e depressão agravam-se ainda mais nesta população pois além do imposto isolamento socioafectivo e da maior falta de apoio sociofamiliar estão expostos ao maior risco de todos: a solidão (sim, a solidão tem sido descrita como o maior factor de risco para a depressão em idosos…).

Conseguem imaginar o COVID sem um Sistema Nacional (e regional) de Saúde?

A contenção deste flagelo e a sua mitigação dependem precisamente da resposta que um sistema de saúde é capaz de dar.

Cargos de gestão? Só de legitimidade técnica. Política, não!

Todo e qualquer cargo de gestão (na saúde e não só!) tem de ter uma legitimidade exclusivamente baseada na competência técnica e profissional, e não na nomeação político-partidária! E isto reverter-se-ia, sem dúvida, numa maior confiança quer dos profissionais quer dos utentes, sobre quem presta cuidados de saúde.
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