Azeredo Lopes demite-se do Governo

Azeredo Lopes, ministro da Defesa, deixou o Governo liderado por António Costa.

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro, António Costa, esta sexta-feira, dia 12 de outubro.

Azeredo Lopes tem estado debaixo de fogo desde o caso Tancos, mas António Costa manteve até agora a confiança no ministro, à semelhança do que fez com a antiga ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa quando a polémica se adensou.

Há quatro dias, António Costa considerou que o ministro é um “ativo importante” no Governo, acrescentando que a confiança em Azeredo Lopes está “inalterada” desde que o Governo assumiu funções em novembro de 2015.

Ao lado do ministro da Defesa Nacional, que fez saber que não responderia a perguntas, António Costa recusou que Azeredo Lopes fosse “um problema” para o Governo devido aos desenvolvimentos das investigações ao furto e recuperação de material militar de Tancos.

A 4 de outubro, o ministro da Defesa Nacional garantia ter “um bocadinho a pele dura, porque o CDS pede a minha demissão desde 03 de julho de 2017. Ao fim de um ano, três meses e dois dias, já criei alguma resistência. Sem querer fazer ironia, acho que não faz sentido nenhum. Se tivesse sentido, obviamente já teria apresentado a minha demissão, não tenho apego a cargos que não me leve a ter a lucidez de analisar o que faço”, sustentou.

Um memorando da Polícia Judiciária Militar (PJM) foi entregue no Ministério da Defesa pelo major Vasco Brazão,  então diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) e pelo coronel Luís Vieira, em novembro de 2017, a explicar a operação de encobrimento do rouba das armas no paiol de Tancos. A edição online do semanário “Expresso” noticiou que o documento é explicito sobre a situação, incluindo a condição para a entrega das armas – de que a Polícia Judiciária (PJ) não fosse chamada a intervir.

O documento foi, garante a edição online do semanário da Impresa, ao ex-chefe do gabinete do ministro Azeredo Lopes. Algo que o ministro da Defesa negou “categoricamente” ao indicar que não tinha conhecimento da operação de encobrimento.

No documento, que não está datado nem tem qualquer assinatura, refere-se que a entrega das armas foi combinada com um informador da PJM. O texto não identifica o informador nem sugere que este tenha qualquer ligação direta ou indireta com o assalto realizado no final de junho de 2017.

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