Azeredo Lopes demite-se para poupar Forças Armadas de “ataque político”

O ministro cessante voltou a negar que tenha tido conhecimento, “direto ou indireto, sobre uma operação em que o encobrimento se terá destinado a proteger o, ou um dos, autores do furto”, em carta do até agora ministro da Defesa para António Costa.

António Cotrim/Lusa

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, demitiu-se hoje do Governo para evitar que as Forças Armadas sejam “desgastadas pelo ataque político” e pelas “acusações” de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos.

“Não podia, e digo-o de forma sentida, deixar que, no que de mim dependesse, as mesmas Forças Armadas fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela”, referiu Azeredo Lopes, na carta enviada ao primeiro-ministro e a que a agência Lusa teve acesso.

O ministro cessante voltou a negar que tenha tido conhecimento, “direto ou indireto, sobre uma operação em que o encobrimento se terá destinado a proteger o, ou um dos, autores do furto”.

Quanto ao momento em que decidiu sair, Azeredo Lopes explicou que quis aguardar pela finalização da proposta de Orçamento do Estado para 2019 para “não perturbar” esse processo com a sua saída.

Recomendadas

OCDE: Portugal é dos poucos países onde perceção sobre imigração evoluiu positivamente

Portugal foi um dos poucos países europeus onde a perceção sobre os imigrantes evoluiu mais favoravelmente nos últimos doze anos, de acordo com um relatório da OCDE, que considera o país uma “notável exceção”.

Ana Paula Vitorino garante que a próxima reunião do Porto de Setúbal “é para fechar um acordo”

Na entrevista, a ministra do Mar faz pela primeira vez as contas aos prejuízos da greve no Porto de Setúbal e revela que se a greve continuasse até ao final do ano, haveria uma redução de 70% no volume de negócios. Até ao momento, segundo a ministra do Mar, “o prejuízo ronda os 50% de um total anual de 300 milhões de euros, sem contar com o valor induzido”.

136 mil participantes e 1.200 detenções: os números dos protestos dos “coletes amarelos” este sábado

Perto de 136.000 pessoas participaram nesta jornada de mobilização, tantas quantas as que engrossaram a mobilização de 1 de dezembro, acrescentou o Ministério do Interior.
Comentários